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Líder dos caminhoneiros confirma greve: "não há chance de recuo", diz

·3 min de leitura
Truck drivers block the Regis Bittencourt road, 30 km from Sao Paulo, on May 26, 2018 during a strike to protest rising fuel costs in Brazil that has left much of the country paralyzed. - Brazil's government raised the stakes in its tense standoff with striking truckers Friday, ordering troops onto the streets to clear the huge blockades. The country's economic capital of Sao Paulo declared a state of emergency, the auto industry shut down, gas stations ran out of fuel and dozens of flights were canceled on the fifth day of the protest Friday. (Photo by Nelson ALMEIDA / AFP)        (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Truck drivers block the Regis Bittencourt road, 30 km from Sao Paulo, on May 26, 2018 during a strike to protest rising fuel costs in Brazil that has left much of the country paralyzed. - Brazil's government raised the stakes in its tense standoff with striking truckers Friday, ordering troops onto the streets to clear the huge blockades. The country's economic capital of Sao Paulo declared a state of emergency, the auto industry shut down, gas stations ran out of fuel and dozens of flights were canceled on the fifth day of the protest Friday. (Photo by Nelson ALMEIDA / AFP) (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
  • Wallace Landim, o Chorão, líder dos caminhoneiros, confirma que greve está mantida;

  • Cerca de 60% dos caminhoneiros se colocaram a favor da paralisação da categoria em novembro;

  • Caminhoneiros pedem mudança na política de preços da Petrobras;

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo que não há chance de recuo em relação à paralisação marcada para segunda-feira (1º) se não houver sinalização do governo Jair Bolsonaro sobre mudança na política de preços de combustíveis por parte da Petrobras.

Cerca de 60% dos caminhoneiros se colocaram a favor da paralisação da categoria em novembro e 54% prometeram paralisar os serviços, mesmo com uma tentativa de afago do governo ao criar o "vale-diesel". Os dados foram apurados em uma pesquisa feita pela Fretebras divulgados nesta segunda-feira (25).

Os caminhoneiros, liderados por Chorão, pedem mudanças na política de preços da Petrobras. Desde o governo do ex-presidente Michel Temer os combustíveis são reajustados pelo preço no mercado internacional. E nesta terça-feira (26), foi decretado mais um aumento vindo da petroleira. A gasolina vai subir 7% nas refinarias e o diesel, 9% e, assim a gasolina já acumula alta de 73% no ano e o diesel, de 65,3%. As altas devem ter reflexos nos preços do frete, pressionando ainda mais a inflação.

"Isso mostra um andamento totalmente contrário àquele pelo qual estamos lutando. Estamos brigando por estabilidade no combustível, no gás de cozinha, para colocar em vigor leis já aprovadas, e é isso que a Petrobras faz", disse Chorão à reportagem da Folha de São Paulo. "A cada dia a paralisação ganha mais força. E esse aumento de agora afeta também com quem trabalha diretamente com combustível, como motoristas de aplicativos. Também estou conversando com eles para envolver os demais setores na mobilização", completou o presidente da Abrava.

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A categoria teve reuniões com o governo federal para essa semana canceladas, o que mantém o estado de greve. Como resposta, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, declararam que a privatização da Petrobras "entrou no radar". O ministro ainda chegou a declarar que a empresa "não valerá nada daqui a três décadas", por isso precisaria ser vendida logo. Os papéis da empresa subiram em 6% na Bolsa, mas a medida gerou questionamentos da empresa

Bolsonaro chegou a anunciar na última semana um 'Auxílio Diesel' de R$ 400, para cerca de 750 mil caminhoneiros , até o final de 2022. No entanto, a bolsa é vista como insuficiente e incapaz de desmobilizar a categoria, que diz que, com o atual valor do diesel, R$ 400 é muito pouco, sendo vista como “chacota, piada”, segundo Chorão, em entrevista a O Antagonista.

O líder dos caminhoneiros reforçou em entrevista a O Antagonista que a orientação para toda a categoria é não trabalhar a partir da próxima segunda-feira, na véspera do Dia de Finados. “Ninguém quer uma paralisação, mas agora se faz necessário, porque realmente estamos em uma situação muito pior que a de 2018. A gente pede para os caminhoneiros cruzarem os braços. E, com certeza, nós vamos para a beira da rodovia e, em alguns pontos estratégicos do país, vamos ver realmente se estão trabalhando ou não", completou Chorão.

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