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4 coisas que você pode (realmente) aprender com 'Sex And The City'

Marcela De Mingo
·4 minuto de leitura
A série Sex And The City vai ganhar um reboot e listamos quais lições valem a pena ser lembradas (Foto: Divulgação)
A série Sex And The City vai ganhar um reboot e listamos quais lições valem a pena ser lembradas (Foto: Divulgação)

Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda vão voltar para a televisão - e, dessa vez, não é fake news. A notícia de uma temporada adicional da série 'Sex And The City’ aqueceu os motores das expectativas para os amantes da história da escritora e suas quatro amigas, que saiu das TVs e acabou nos cinemas com não só um, mas dois filmes.

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Tem gente, claro, que recebeu o anúncio com certa suspeita. Afinal, a série de fato quebrou muitos tabus quando se fala em amizades femininas e sexualidade, sendo um marco do final dos anos 90, mas não envelheceu de todo bem. Com um olhar atualizado sobre a narrativa e as questões das personagens, é preciso prudência na hora de revê-la e há de se esperar que a nova temporada venha igualmente atualizada em termos de valores.

Vale notar, por exemplo, a falta de diversidade dos personagens principais (todos brancos) e a representação caricata da comunidade LGBTQIA+, além do final bastante polêmico, que vai contra a premissa inicial da série, de que mulheres podem viver felizes e bem sozinhas.

De qualquer maneira, a série original tem lições importantes e algumas delas, apresentadas desde a estreia do programa, em 1998, são válidas até hoje e merecem o lembrete. Veja, abaixo, o que você pode, realmente, aprender com Sex And The City.

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1.Ser solteira não é errado

Ao contrário do que se acreditava muito no passado (e, em alguns lugares do mundo, até hoje), ser solteira não é errado ou um problema. Pelo contrário, a série foi uma das primeiras a mostrar que as mulheres não precisam de um anel no dedo para terem uma vida completa. Todas elas acima dos 30 (uma, com mais de 40), têm amigas que as apoiam e incentivam, carreiras promissoras e curtem a vida em Nova York. Afora Charlotte, que sonha com o véu e grinalda, essas mulheres mostraram que é tudo bem não ser casada e que isso não as faz menos dignas ou incríveis. A série é um lembrete claro que a felicidade tem formatos diferentes e que o casamento não é a única maneira de uma mulher encontrar a verdadeira felicidade.

2.Existe vida além dos homens

Aliás, falando sobre vida de solteira e casamentos, um ponto importante da série é que, apesar de colocar os relacionamentos e a vida sexual das protagonistas em destaque, também explora outros pontos importantes que mostram a pluralidade que envolve a vida de uma mulher. Em termos técnicos, a série passa com notas altíssimas no teste de Bechdel, que determina quando as personagens femininas de um filme ou série atingem alguns critérios básicos como: ter nome e sobrenome e falarem de outras coisas que não questões relacionadas aos homens. Em SATC, vemos Miranda lidar com a solidão depois de te um bebê, o câncer de Samantha e o golpe que ele deu na sua vida e na sua autoestima, as questões de fertilidade de Charlotte e Carrie tendo que lidar com as expectativas em cima de mulheres que estão envelhecendo. São personagens complexas, completas e que abriram espaço para que conversas importantes acontecessem fora do âmbito amoroso.

3.Amizade entre mulheres é possível, sim!

Falando em pioneirismo, SATC foi uma das primeiras séries de televisão a colocar a amizade entre mulheres no foco principal. Fato é, vivemos em uma sociedade que comumente coloca mulheres umas contra as outras, em competição pela atenção masculina - o que se reflete de centenas de milhares de maneiras além do flerte na mesa do bar. Essa competição atrapalha o crescimento profissional de mulheres, a relação com o corpo feminino e a sua autoimagem e, principalmente, a relação com suas semelhantes. Por isso, mostrar 4 mulheres que colocam a amizade entre si acima de qualquer coisa, inclusive de relacionamentos amorosos e dificuldades de vida, foi verdadeiramente inspirador.

4.Mulheres transam também

Outro ponto que merece destaque é o quanto a série quebrou um tabu importantíssimo: de que mulheres são santas e castas e não podem (ou não devem) transar. É claro que os cuidados básicos (como o uso da camisinha) devem sempre estar em mente seja para homens ou para mulheres, mas a série mostrou que a masturbação feminina existe (e que é boa!), que mulheres às vezes também só querem transar, que dormem com pessoas que nunca imaginariam, que cometem erros e acertos quando o assunto é a própria vida sexual e que, principalmente, têm direito a explorar a própria sexualidade com segurança como qualquer homem.

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