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Licitação promete transformar Dutra em 'rodovia do futuro'

·4 minuto de leitura
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Vista aérea da Dutra (Foto: Getty Images)
  • Rodovia promete ter free flow e programa de fidelidade

  • Rodovia é considerada a “joia da coroa” nas concessões rodoviárias

  • Quem vencer o processo terá de investir quase R$ 15 bilhões

A Rodovia Presidente Dutra (BR-116), que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, promete iniciar um novo capítulo na história das concessões à iniciativa privada de estradas brasileiras.

Segundo informações do Estadão, ela será pioneira na implementação de algumas inovações, como o “free flow” (sistema de cobrança sem praça de pedágio), programa de fidelidade para quem mais usar a estrada e Wi-Fi em toda a sua extensão.

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Considerada a estrada mais moderna do Brasil nos anos 1950 e “rodovia da morte” na década de 1980, agora ela quer ser a mais tecnológica do país.

Inaugurada em 1951, ela foi construída com novas técnicas de engenharia e equipamentos de última geração. Agora, 70 anos depois, ela quer ser mais 'tech' das rodovias e ainda reduzir em 20% a tarifa do pedágio. O leilão de relicitação está marcado para 29 de outubro.

Por que a Dutra é importante

Responsável pela movimentação de quase metade do Produto Interno Bruto nacional, a estrada é considerada a “joia da coroa” nas concessões rodoviárias por causa do tráfego e por ligar dois dos Estados mais ricos do Brasil. Além disso, ela corta o polo industrial do Vale do Paraíba.

Atualmente a estrada é administrada pelo grupo CCR, que assumiu a concessão em março de 1996. Nesses 25 anos, a rodovia teve avanços na infraestrutura, com obras de pistas, viadutos e pontes.

Aos poucos, porém, começou a enfrentar um estrangulamento das vias nas regiões metropolitanas. Em São Paulo, a Dutra virou quase uma avenida, com intenso tráfego durante todo o dia. Só no ano passado, 120 milhões de veículos passaram pela BR-116, cujo pedágio varia entre R$ 3,50 e R$ 14,20.

Instalação do free flow

Algumas iniciativas ainda serão projeto piloto, como a instalação do free flow. O sistema é comum nos Estados Unidos e na Europa e fará a estreia no Brasil num trecho entre Guarulhos e Arujá (SP).

A cobrança do pedágio será feita pela leitura de tags ou pela placa do carro. A cada entrada e saída haverá câmeras para detectar os veículos e calcular a tarifa pela quilometragem rodada. No caso de leitura pela placa, o usuário receberá o boleto em casa.

Outra novidade será o desconto de usuário frequente, uma espécie de programa de fidelidade que reduz o preço da tarifa para quem mais usar a rodovia. Mas só terá desconto quem tiver tag, que pode reduzir em até 25% o valor total a pagar no fim do mês. Caminhões não estão incluídos. 

Padrões exigidos pela licitações

De acordo com o edital de licitação, a rodovia deverá adotar a metodologia do International Road Assessment Programme (iRap), que tem o objetivo de reduzir óbitos e lesões graves. Só em 2020 141 pessoas morreram na rodovia.

Para chegar a esse nível de qualidade, a estrada ganhará iluminação LED em toda sua extensão, além de 520 câmeras de monitoramento e 1.282 para Detecção Automática de Acidentes.

Ao todo, quem vencer o processo terá de investir quase R$ 15 bilhões para deixar a rodovia nos moldes definidos no contrato.

O governo federal diz que as tarifas terão redução de 20%, mas em alguns locais pode não haver mudanças drásticas para evitar desequilíbrio entre as concessões.

Em São Paulo, Dutra e Ayrton Senna são concorrentes. Uma redução no valor do pedágio em alguma delas pode provocar migração de tráfego.

Quem deve participar da disputa

A disputa pela concessão da Dutra deve ser acirrada. Investidores internacionais que já estão no País devem marcar presença. Na lista estão a canadense Brookfield e a espanhola Abertis, ambas sócias da Arteris; o grupo italiano Gavio, sócio da Ecorodovias. Grupos chineses analisam a concessão.

Entre as brasileiras é esperada a participação da gestora Pátria, que tem marcado presença nos últimos leilões, e a CCR, atual concessionária da Dutra. Aliás, A empresa é vista como favorita para continuar com a concessão da rodovia por ter acesso a todas as informações mais detalhadas que os concorrentes.

E a Dutra, claro, não deixa de ser um grande negócio para o grupo CCR. A rodovia representa 13% das receitas do grupo. Em 2020, a rodovia faturou R$ 1,3 bilhão com as tarifas de pedágio.

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