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De licença paternidade para homossexuais a incentivo à educação, empresas avançam no social

·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Artur Grynbaum, vice-presidente do conselho de administração do Grupo Boticário, lembra do ceticismo do mercado quando a empresa começou com suas ações de sustentabilidade, há mais de 20 anos. "Vocês vão entrar nessa de abraçar árvore?", ouviu.

Hoje o grupo, um dos maiores do país no setor de cosméticos e beleza, comanda um dos principais programas nacionais de logística reversa, com mais de 4.000 pontos de coleta de embalagens distribuídos por 1.751 municípios.

Mesmo com o capital fechado, a empresa adota uma agenda ambiciosa de governança ambiental, social e corporativa (ESG, na sigla em inglês), que está no radar dos investidores em todo o mundo: quer ter, até 2023, 50% de colaboradores negros e 25% das lideranças corporativas negras, além de aumentar a renda de 1 milhão de catadores no país, por meio do programas de capacitação, empreendedorismo e incentivo à gestão de resíduos.

Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose Leonardo Benassatto/REUTERS-16.03.2016 **** A disposição do Boticário em ir além do ambiental e corporativo, dando mais atenção ao social, é compartilhada pela produtora de papel e celulose Suzano.

"Até 2030, nossa meta é que 200 mil pessoas instaladas nas regiões onde atuamos deixem a linha da pobreza", diz Walter Schalka, presidente da Suzano.

Schalka e Grynbaum participaram na manhã desta quarta-feira (26) do segundo e último dia do CEO Conference Brazil 2021, promovido pelo banco BTG Pactual.

Para atingir a meta, a Suzano pretende apoiar iniciativas voltadas à geração de renda e à educação nessas localidades.

Na educação, a empresa se compromete a contribuir para uma alta de 40% no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) dos municípios que considera prioritários, que compreende estudantes de até 9 anos. Na diversidade da equipe, a Suzano quer atingir, até 2025, ao menos 30% de mulheres e 30% de negros em cargos de gestão.

Segundo Schalka, a discussão sobre a sustentabilidade passa por aliar o respeito aos diversos stakeholders da companhia (acionistas, consumidores, fornecedores, comunidade, governo) com novas oportunidades de negócio. "Não abrimos mão do lucro, mas o futuro da companhia não se resume a isso".

Como exemplo, ele cita os canudos plásticos, que dominavam lanchonetes e restaurantes de todo o mundo há apenas quatro anos. "Uma única reportagem, da National Geographic, despertou a atenção para a gravidade do assunto. E hoje os canudos de papel correspondem a 90% da categoria."

Para um consumo individual, diz Schalka, a companhia quer avançar na oferta de embalagens descartáveis de papel para os setores de alimentos, itens de higiene e limpeza. "E, ao mesmo tempo, ter lucro".

Até 2030, a empresa se comprometeu a oferecer 10 milhões de toneladas de produtos de origem renovável, desenvolvidos a partir da biomassa, para substituir o plástico e outros derivados do petróleo.

Há novos mercados, como o têxtil, observados de perto pela Suzano. Dos 100 milhões de toneladas de viscose consumidas por ano, por exemplo, apenas 6 milhões vêm de árvores, diz Schalka.

"Trabalhar neste mercado é bom não só para nós, mas para o planeta", afirma. "ESG não podem ser só três letrinhas que você pendura na parede. É preciso agir".

Ainda na esfera social, o Boticário acaba de lançar o programa de licença parental universal, para pais biológicos, adotivos e homoafetivos. A licença é remunerada de quatro meses.

"Percebi eu mesmo a necessidade de ter um tempo só com os filhos, sem se preocupar com o impacto disso na carreira", diz Grynbaum, pai de dois meninos, de 3 e 4 anos.

"Antes da pandemia, tinha que sair correndo da reunião, da empresa, para tentar pegar a hora do banho", diz ele, afirmando que agora essa relação com as crianças se tornou muito mais próxima.

Dono de marcas como O Boticário, Eudora, quem disse, berenice?, BeautyBox, Multi B, Vult e Beleza na Web, o grupo de beleza atingiu 96,9% de reciclagem dos seus produtos em 2020.

Além dos 100% dos resíduos sólidos gerados pela própria empresa, o grupo se compromete a tratar, até 2030, também o resíduo gerado na cadeia, por parceiros. Dessa forma, a empresa chegaria ao equivalente a 150% da sua produção.

"Existem mais de 800 mil catadores no Brasil e 70% são do sexo feminino", diz Grynbaum. "Vamos incentivar a coleta e reciclagem do vidro, que é muito restrita", diz.

Segundo ele, cerca de 1 milhão de toneladas de vidro são descartadas ao ano e muito pouco disso volta ao mercado, por conta do baixo preço da matéria-prima frente ao plástico, por exemplo. Mas o vidro é estratégico para o Boticário, representando 60% do peso das embalagens.

"Queremos gerar renda para os catadores, reinserindo a matéria-prima reciclada nos nossos produtos". Hoje, isso já acontece com a fragrância Malbec.

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