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Libra rompe mínima de 1985 três décadas após Quarta-Feira Negra

(Bloomberg) -- A tombo da libra este ano atingiu um novo marco, com um mergulho abaixo de US$ 1,14 pela primeira vez desde 1985, bem no dia do 30º aniversário da chamada “Quarta-Feira Negra”.

No ano, a moeda britânica já acumula perda de 16%, com aumentos de juros do Federal Reserve que mantêm o dólar em uma forte tendência de valorização.

A Quarta-Feira Negra, em 16 de setembro de 1992, foi o dia em que um colapso da libra forçou a retirada do Reino Unido do Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio, um sistema que ligava várias moedas europeias. O Banco da Inglaterra (BOE) interveio na época, aumentando juros e gastando bilhões para tentar sustentar a libra e mantê-la dentro de um intervalo definido, mas sem sucesso. Dúvidas sobre a capacidade das autoridades de corrigir a direção levaram o mercado a partir para ataques especulativos.

“Havia um clima tenso dentro do banco”, disse Stuart Cole, que havia ingressado no BOE apenas alguns meses antes daquele dia, e hoje é macroeconomista chefe da Equiti Capital. “Era o banco contra os mercados. Havia uma sensação de apreensão porque você sabia que ia acabar mal.”

Trinta anos depois, muita coisa mudou na política, nos mercados e nas operações com moedas. Mas a libra se encontra mais uma vez sob pressão graças às ações de um banco central. Desta vez, em vez do Bundesbank e do marco alemão, é o Fed e o dólar .

À medida que o BC americano aumenta juros para controlar a inflação, o dólar parece estar em uma valorização implacável. Na sexta-feira, a libra caiu até 1%, para US$ 1,1351.

A atual fraqueza da moeda do Reino Unido gerou comentários — descabidos para alguns — de que a libra parece um ativo de mercado emergente e pode mergulhar em uma crise cambial completa. O argumento é que os investidores podem se assustar com os cortes de impostos e gastos mais altos prometidos pela nova primeira-ministra Liz Truss .

Norman Lamont, ministro das finanças do Reino Unido na época da Quarta-Feira Negra, diz que não há muita ligação entre aquele evento e hoje, e a negatividade é exagerada.

“Não acho que a libra possa ser comparada a uma moeda de um mercado emergente”, disse. “A Grã-Bretanha ainda é um destino atraente para investimentos.”

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