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Libertadores: duelos mostram Argentina “cruel” com times brasileiros

Corinthians venceu a disputa contra o Boca Juniors em 2012 (Ricardo Bufolin/LatinContent/Getty Images)

Quando a bola rolar neste sábado (23), não serão apenas Flamengo e River Plate decidindo a 60ª edição da Libertadores: estará também em jogo a rivalidade entre as duas maiores potências futebolísticas do continente. Para se ter uma ideia, apenas sete finais não tiveram um representante desses países (1960, 1982, 1987, 1989, 1990, 1991 e 2016). Somados, têm 43 títulos, e Flamengo x River Plate será a 15ª final entre brasileiros e argentinos.

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No duelo Brasil x Argentina em finais de Libertadores, está 9 x 5 para os hermanos. Como ficará esse placar após a decisão de 2019? A resposta virá após o apito final de Flamengo x River Plate, neste sábado, em Lima.

Santos x Boca Juniors

O primeiro Brasil x Argentina em final de Libertadores foi em 1963, com duas vitórias do Santos (3 x 2 no Maracanã e 2 x 1 em La Bombonera), Coutinho marcando três dos cinco gols santistas e Orlando, campeão mundial em 1958, na zaga do Boca Juniors. Quarenta anos depois, veio o troco: Boca 2 x 0 em Buenos Aires e 3 x 1 no Morumbi, fora o baile. Foi o único duelo Brasil x Argentina “repetido” em decisão de Libertadores.

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Freguês dos hermanos

Campeão em 1999, o Palmeiras não leva sorte nos duelos com argentinos em final de Libertadores. Em 1968, três jogos duríssimos com o Estudiantes: derrota por 2 x 1 em La Plata, vitória por 3 x 1 no Pacaembu e novo revés por 2 x 0 no desempate em Montevidéu. Em 2000, buscando o bicampeonato, esbarrou no carrasco Boca Juniors: empates por 2 x 2 em La Bombonera e 0 x 0 no Morumbi com triunfo argentino nos pênaltis por 4 x 2.

Terror dos brasileiros, alegria dos corintianos

Além das finais de 2000 (Palmeiras) e 2003 (Santos), o Boca Juniors venceu outras duas decisões de Libertadores contra brasileiros: em 1977, conquistou a América pela primeira vez batendo o então campeão Cruzeiro nos pênaltis por 5 x 4 após 0 x 0 no terceiro jogo em Montevidéu (cada time venceu em casa por 1 x 0). 30 anos depois, em 2007, conquistou seu sexto título esmagando o Grêmio por 3 x 0 em Buenos Aires e 2 x 0 em Porto Alegre. Na última final que disputou, porém, não teve vida fácil: com Romarinho garantindo o 1 x 1 em La Bombonera e Emerson Sheik brilhando nos 2 x 0 no Pacaembu, o Corinthians “calou o Boca” e espantou sua maldição particular em Libertadores.

Dois pra lá, um pra cá - versão gaúcha

Antes de perder a final de 2007 para o Boca, o Grêmio já havia perdido uma final de Libertadores para um argentino. Em 1984, o tricolor gaúcho perdeu em casa para o Independiente por 1 x 0, empatou sem gols em Avellaneda e viu o Rojo se consolidar como Rey de Copas. O “gol de honra” só viria em 2017, vencendo as duas partidas contra o Lanús, por 1 x 0 em casa e 2 x 1 na Argentina.

Dois pra lá, um pra cá - versão paulista

Maior campeão da Libertadores, o Independiente venceu as sete finais que disputou, duas delas contra brasileiros. O São Paulo foi o vice de 1974, após vencer em casa por 2 x 1 e perder na Argentina por 2 x 0 e em Santiago por 1 x 0. Empatou o duelo em 1992, batendo o Newell’s Old Boys nos pênaltis por 3 x 2 após cada time vencer por 1 x 0 como mandante. Dois anos depois, o mesmo roteiro com final diferente: derrota fora e vitória em casa também por 1 x 0 e revés nos pênaltis para o Vélez Sarsfield por 5 x 3.

Dois pra lá, um pra cá - versão mineira

Bicampeão da Libertadores, o Cruzeiro conquistou seu primeiro título na eletrizante final de 1976 contra o River Plate, adversário do Flamengo na decisão de 2019. Após fazer 4 x 1 no Mineirão, perdeu em Buenos Aires por 2 x 1 forçando o terceiro jogo, em Santiago. A vitória por 3 x 2 só veio aos 43 do segundo tempo, com Joãozinho “roubando” a cobrança de falta de Nelinho. No ano seguinte, porém, perdeu nos pênaltis para o arqui-rival do River, o Boca Juniors. E em 2009, outro revés: empate sem gols na Argentina e derrota de virada por 2 x 1 para o Estudiantes no Mineirão.

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