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Libertadores: duelos mostram Argentina “cruel” com times brasileiros

Redação Esportes
SAO PAULO, BRASIL - 15 DE MAIO: Paulinho (esq.) do Corinthians luta pela bola com Clemente Rodriguez (dir.) do Boca Juniors durante uma partida entre os times na Copa Bridgestone Libertadores de 2013 no Estádio do Pacaembu dia 15 de maio, 2013 em São Paulo, Brasil. (Foto de Ricardo Bufolin/LatinContent/Getty Images)
Corinthians venceu a disputa contra o Boca Juniors em 2012 (Ricardo Bufolin/LatinContent/Getty Images)

Quando a bola rolar neste sábado (23), não serão apenas Flamengo e River Plate decidindo a 60ª edição da Libertadores: estará também em jogo a rivalidade entre as duas maiores potências futebolísticas do continente. Para se ter uma ideia, apenas sete finais não tiveram um representante desses países (1960, 1982, 1987, 1989, 1990, 1991 e 2016). Somados, têm 43 títulos, e Flamengo x River Plate será a 15ª final entre brasileiros e argentinos.

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No duelo Brasil x Argentina em finais de Libertadores, está 9 x 5 para os hermanos. Como ficará esse placar após a decisão de 2019? A resposta virá após o apito final de Flamengo x River Plate, neste sábado, em Lima.

Santos x Boca Juniors

O primeiro Brasil x Argentina em final de Libertadores foi em 1963, com duas vitórias do Santos (3 x 2 no Maracanã e 2 x 1 em La Bombonera), Coutinho marcando três dos cinco gols santistas e Orlando, campeão mundial em 1958, na zaga do Boca Juniors. Quarenta anos depois, veio o troco: Boca 2 x 0 em Buenos Aires e 3 x 1 no Morumbi, fora o baile. Foi o único duelo Brasil x Argentina “repetido” em decisão de Libertadores.

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Freguês dos hermanos

Campeão em 1999, o Palmeiras não leva sorte nos duelos com argentinos em final de Libertadores. Em 1968, três jogos duríssimos com o Estudiantes: derrota por 2 x 1 em La Plata, vitória por 3 x 1 no Pacaembu e novo revés por 2 x 0 no desempate em Montevidéu. Em 2000, buscando o bicampeonato, esbarrou no carrasco Boca Juniors: empates por 2 x 2 em La Bombonera e 0 x 0 no Morumbi com triunfo argentino nos pênaltis por 4 x 2.

Terror dos brasileiros, alegria dos corintianos

Além das finais de 2000 (Palmeiras) e 2003 (Santos), o Boca Juniors venceu outras duas decisões de Libertadores contra brasileiros: em 1977, conquistou a América pela primeira vez batendo o então campeão Cruzeiro nos pênaltis por 5 x 4 após 0 x 0 no terceiro jogo em Montevidéu (cada time venceu em casa por 1 x 0). 30 anos depois, em 2007, conquistou seu sexto título esmagando o Grêmio por 3 x 0 em Buenos Aires e 2 x 0 em Porto Alegre. Na última final que disputou, porém, não teve vida fácil: com Romarinho garantindo o 1 x 1 em La Bombonera e Emerson Sheik brilhando nos 2 x 0 no Pacaembu, o Corinthians “calou o Boca” e espantou sua maldição particular em Libertadores.

Dois pra lá, um pra cá - versão gaúcha

Antes de perder a final de 2007 para o Boca, o Grêmio já havia perdido uma final de Libertadores para um argentino. Em 1984, o tricolor gaúcho perdeu em casa para o Independiente por 1 x 0, empatou sem gols em Avellaneda e viu o Rojo se consolidar como Rey de Copas. O “gol de honra” só viria em 2017, vencendo as duas partidas contra o Lanús, por 1 x 0 em casa e 2 x 1 na Argentina.

Dois pra lá, um pra cá - versão paulista

Maior campeão da Libertadores, o Independiente venceu as sete finais que disputou, duas delas contra brasileiros. O São Paulo foi o vice de 1974, após vencer em casa por 2 x 1 e perder na Argentina por 2 x 0 e em Santiago por 1 x 0. Empatou o duelo em 1992, batendo o Newell’s Old Boys nos pênaltis por 3 x 2 após cada time vencer por 1 x 0 como mandante. Dois anos depois, o mesmo roteiro com final diferente: derrota fora e vitória em casa também por 1 x 0 e revés nos pênaltis para o Vélez Sarsfield por 5 x 3.

Dois pra lá, um pra cá - versão mineira

Bicampeão da Libertadores, o Cruzeiro conquistou seu primeiro título na eletrizante final de 1976 contra o River Plate, adversário do Flamengo na decisão de 2019. Após fazer 4 x 1 no Mineirão, perdeu em Buenos Aires por 2 x 1 forçando o terceiro jogo, em Santiago. A vitória por 3 x 2 só veio aos 43 do segundo tempo, com Joãozinho “roubando” a cobrança de falta de Nelinho. No ano seguinte, porém, perdeu nos pênaltis para o arqui-rival do River, o Boca Juniors. E em 2009, outro revés: empate sem gols na Argentina e derrota de virada por 2 x 1 para o Estudiantes no Mineirão.

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