Mercado fechará em 6 h 43 min

Entenda o liberalismo econômico, a “religião” do ministro Paulo Guedes

O liberalismo econômico tem como princípios o respeito à propriedade privada e o livre comércio (Getty Images)

O liberalismo é uma teoria que abarca pensamentos sobre economia, política e a sociedade. Surgiu na Europa durante o século XVIII a partir da defesa da limitação do papel do Estado para a consequente ascensão da liberdade individual por meio das leis. É no liberalismo econômico, pensamento defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que se cultivam princípios como respeito à propriedade privada e o livre comércio.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Siga a gente!

A teoria liberal defende a livre e ampla concorrência no mercado, sem a atuação e restrição do Estado, assim como exalta a liberdade de expressão e de pensamento, tanto no universo ideológico quanto religioso.

Leia também

Adam Smith e John Locke são os pais do liberalismo

O liberalismo surgiu como base no Iluminismo no século XVII e o foi a base para as revoluções burguesas europeias, que queriam eliminar ou limitar papel da igreja e das monarquia e suas formas de controle social. O liberalismo contou com diversos pensadores, sendo os principais os britânicos Adam Smith e John Locke.

Adam Smith contribuiu para a criação e o fortalecimento do liberalismo ao desenvolver a teoria do “laissez-faire” que, em linhas gerais, defende o livre mercado, sem interferências e imposições estatais.

Smith é conhecido como o pai do liberalismo econômico, pois, ao valorizar a individualidade, influenciou as revoluções industriais europeias do século XVIII. Para ele, a individualidade permitiria não somente o crescimento econômico, mas também promoveria o bem-estar social.

Liberalismo político de John Locke

John Locke, por outro lado, ficou conhecido como o fundador do liberalismo político, lançando mão de ideais que viriam privado fortalecer ascensão da burguesia, responsável pelo desenvolvimento industrial, também em nível político. Esse pensamento foi uma das bases para a Revolução Francesa, de 1789.

Segundo Locke, cada ser humano é livre para fazer o que quiser, desde que não prejudique a existência do outro, reforçando o ideal individualista do sistema liberal.

John Locke é um conhecido filósofo inglês (Getty Images)

Características do liberalismo

O liberalismo tomou várias formas, todas com o objetivo de para alinhar a liberdade e a igualdade dentro da sociedade. Dessa forma, surgiram diferentes modelos liberais, como o clássico, o econômico e o político, cada um priorizando uma esfera ideológica.

Todas as vertentes do liberalismo têm em comum:

  • ampla e livre concorrência de mercado.

  • individualismo e valorização do trabalho.

  • diminuição das barreiras econômicas e medidas restritivas.

  • valorização das leis.

  • liberdade ideológica e de expressão, priorizando a tolerância quanto aos pensamentos contrários e opositores.

  • instituição da lei da oferta e procura, isto é, quanto mais produtos disponíveis no mercado, menor deverão ser os preços.

Liberalismo e Neoliberalismo

Após a Primeira Guerra Mundial, em função da desigualdade social entre pessoas e países, o “laissez-faire” de Adam Smith passou a ser contestado. A pressão por mudanças sociais, políticas e econômicas após a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria fizeram surgir o conceito de neoliberalismo nos anos 1980.

A grande diferença entre liberalismo e neoliberalismo é o contexto social. No segundo, admite-se a intervenção do Estado, ainda que mínima, para se diminuir as diferenças sociais.