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Liberação de dióxido de carbono congelado pode formar "aranhas" em Marte

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Nas regiões polares de Marte, é possível ver algumas cavidades ramificadas, cujos "braços" lembram até o formato do corpo das aranhas. Até então, os cientistas não sabiam bem o que estava por trás do surgimento destas formações, mas um estudo feito por pesquisadores do Trinity College Dublin, junto de colegas de outras instituições, trouxe as primeiras evidências físicas de que, talvez, elas venham da sublimação do dióxido de carbono congelado.

As "aranhas", também conhecidas como araneiformes, são sistemas topográficos que se ramificam e resultam em padrões que lembram galhos de árvores ou até raios. Essas formações, que não são encontradas na Terra, podem ter sido formadas a partir do gelo mudando direto do estado sólido para o gasoso durante a primavera. Ao contrário do que acontece por aqui, a atmosfera de Marte tem grande quantidade de dióxido de carbono, que vai para a superfície no estado sólido durante o inverno.

Imagem feita durante o inverno no polo sul de Marte, com as "aranhas" se formando na cobertura de dióxido de carbono congelado (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)
Imagem feita durante o inverno no polo sul de Marte, com as "aranhas" se formando na cobertura de dióxido de carbono congelado (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)

Assim, a equipe conduziu uma série de experimentos para investigar como os padrões semelhantes àqueles das "aranhas" de Marte poderiam se formar a partir da sublimação do gelo seco. Para isso, eles usaram uma câmara especial, que simula a atmosfera de Marte, e colocaram um bloco de dióxido de carbono congelado, cuja superfície foi perfurada. O bloco foi suspenso com uma garra sobre uma superfície coberta de grãos de diferentes tamanhos, que simulavam regolito. Em seguida, eles diminuíram a pressão na câmara para que ficasse semelhante à de Marte, e posicionaram o bloco na superfície arenosa.

Ao tocar a superfície, houve gás passando pela cavidade do bloco, o que sinalizava a ocorrência de sublimação. Após erguer o gelo, a equipe notou haver um sistema de canais com ramificações parecidas com as das “aranhas” no gelo, que foi por onde o gás fluiu para escapar. O processo foi tão intenso que fez com que material fosse espalhado por toda a câmara, o que sugere que as taxas de sublimação em Marte sejam ainda maiores do que as da Terra.

Os padrões que se formaram após o experimento (Imagem: Reprodução/McKeown et al., Sci Rep, 2021)
Os padrões que se formaram após o experimento (Imagem: Reprodução/McKeown et al., Sci Rep, 2021)

Eles conseguiram a primeira evidência do que é conhecido como "hipótese de Kieffer", em que o geofísico Hugh Kieffer e seus colegas propuseram que, durante a primavera de Marte, o dióxido de carbono congelado sofre sublimação. Conforme muda do estado sólido para o gasoso, o composto vai sendo aquecido e se expandindo, quebrando o gelo para que o gás consiga sair. O processo faz com que o gás e o material ejetado abram deixem para trás os canais em forma de aranha que vimos.

Essa hipótese é bem aceita há mais de uma década, mas ainda não havia evidências físicas da ocorrência dela. A Dra.Lauren McKeown, autora que liderou o estudo, explica que a pesquisa trouxe o primeiro conjunto de evidências empíricas para o processo de superfície que se pensava modificar a paisagem polar de Marte. Assim, os resultados obtidos vão contribuir para os cientistas entenderem melhor os processos que ocorrem em Marte.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature Journal Scientific Reports.

Fonte: Canaltech

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