Mercado fechará em 2 h 25 min
  • BOVESPA

    109.110,86
    +1.731,94 (+1,61%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.648,56
    +381,36 (+0,90%)
     
  • PETROLEO CRU

    44,97
    +1,91 (+4,44%)
     
  • OURO

    1.803,40
    -34,40 (-1,87%)
     
  • BTC-USD

    19.163,60
    +711,63 (+3,86%)
     
  • CMC Crypto 200

    379,85
    +10,10 (+2,73%)
     
  • S&P500

    3.628,98
    +51,39 (+1,44%)
     
  • DOW JONES

    30.023,67
    +432,40 (+1,46%)
     
  • FTSE

    6.425,31
    +91,47 (+1,44%)
     
  • HANG SENG

    26.588,20
    +102,00 (+0,39%)
     
  • NIKKEI

    26.165,59
    +638,22 (+2,50%)
     
  • NASDAQ

    12.008,75
    +103,50 (+0,87%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3972
    -0,0431 (-0,67%)
     

LGBTs não estão livres de relacionamentos abusivos

Elisa Soupin
·2 minuto de leitura
Online dating platform, modern  romance: two gay characters chatting via video call, millennial relationships
LGBTs não estão livres de relacionamentos abusivos. Foto: Getty Images

A professora de educação física Jessica*, de 28 anos, viveu um relacionamento em que seu celular era frequentemente vasculhado, suas redes sociais acompanhadas de perto, saídas com amigos não eram permitidas e qualquer pessoa que se aproximasse era motivo para um ciúme desmedido.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Google News

Todos os comportamentos são sintomas claros de um relacionamento abusivo e era exatamente isso que Jessica vivia com sua companheira.

Leia também

Ao contrário do que muita gente pode acreditar, os abusos não acontecem exclusivamente em relacionamentos entre homens e mulheres cis. Pessoas LGBT também podem viver relações tóxicas.

A estudante Amanda*, de 20 anos, enfrentou episódios graves de ansiedade quando estava em um namoro de quase dois anos com uma mulher, o que fez com que a agora ex-namorada mostrasse uma faceta que ela não conhecia.

“Busquei ajuda profissional para a ansiedade e no começo ela me apoiou. Mas quando as crises ‘atrapalhavam’ o relacionamento e as nossas relações sexuais ela foi mudando. Dizia que não entendia, e que era muito difícil estar com alguém doente. Eu estava muito frágil.

Ela colocou regras para continuar o namoro, do tipo ‘você não pode deixar uma crise atrapalhar’, ‘não me ligue quando estiver mal’, ‘me avisa sempre que sair e com quem’”, conta Amanda.

Foram muitas brigas, que envolveram até agressões físicas. Com a ajuda de amigos, Amanda conseguiu sair da relação.

“Eu achava que no fundo eu só estava passando por um momento difícil. Que relacionamento abusivo entre duas mulheres não acontecia”, diz ela, que hoje sabe que estava muito enganada.

As relações que ocorrem entre pessoas lésbicas, gays, trans, bis e demais minorias não estão livres da violência.

“Não podemos pensar que por se tratar de uma relação entre duas pessoas oprimidas não vai haver abuso. Sobretudo porque se uma pessoa é oprimida desde cedo, ridicularizada na infância pela sua sexualidade, essa pessoa cresce com essa violência estruturada dentro de si.

Não há como tirar das relações afetivas as relações de poder, quando pensamos em uma sociedade patriarcal e machista”, diz a psicóloga e psicanalista Michelle Machado, que costuma trabalhar com o público LGBT.

Assine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube