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Lemann diz que aposentadoria aos 60 anos da Suíça é um “horror”

Fabiola Moura
Jorge Paulo Lemann, fundador e membro do fundo de investimentos 3G Capital (Foto REUTERS/Ueslei Marcelino)

Jorge Paulo Lemann, o bilionário brasileiro que orquestrou alguns dos maiores negócios do setor de consumo de todos os tempos, está prestes a completar 80 anos e mora na Suíça.

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Mas ele não pretende adotar o ideal suíço de aposentadoria. Lemann, fundador da 3G Capital Partners, se mantém produtivo e atento ao mundo dos negócios globais.

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“Acho um horror que todo mundo na Suíça se aposente aos 60 anos e ache que está tudo bem”, disse ao lado de sua esposa Susanna, durante evento da Fundação Lemann, em Embu das Artes.

Lemann é a 34ª pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio líquido de US$ 25,6 bilhões, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index.

Mas ele enfrentou alguns percalços nos últimos anos. A aquisição e fusão da Kraft Heinz Co. sofreu tropeços e a empresa perdeu US$ 20 bilhões em valor de mercado apenas este ano. O estilo de gestão da 3G, mais focado em cortes de custos do que na construção de marcas, não funcionou para a gigante norte-americana de alimentos. Lemann permanece como membro do conselho da Kraft, que recentemente contratou um novo diretor presidente.

“Eu gosto de fazer tudo bem feito - e quando penso que não estou fazendo algo bem - eu tento melhorar”, disse Lemann, que tem dupla cidadania brasileira e suíça. “O mundo está se transformando muito rapidamente. Há muita disrupção.”

Ele afirmou que não fica sem energia porque ainda há muito a ser feito. E os exercícios diários, que ele considera “sagrados”, ajudam a mantê-lo em forma. Ex-tenista profissional em sua juventude, Lemann ainda pratica o esporte.

E quando sua esposa contou que ele às vezes dorme durante as reuniões, Lemann acrescentou: “Eu também durmo muito bem”.