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Lemann afirma estar preocupado com o Brasil: 'queremos brigar mais que dialogar'

·2 minuto de leitura

BRASILIA - O empresário Jorge Paulo Lemann, o segundo brasileiro mais rico segundo levantamento da revista "Forbes", afirmou nesta sexta-feira estar "um pouco preocupado" com o Brasil, um vez que a capacidade de diálogo perdeu espaço para as brigas. Segundo ele, o país está "performando mal" e os brasileiros precisam conversar mais e ouvir mais pontos de vista diferentes. Defendeu a necessidade do diálogo e da tomada de soluções pragmáticas.

— Ando um pouco preocupado com o Brasil ultimamente. Acho que o brasileiro normalmente é uma pessoa de diálogo, quer andar para frente. E ultimamente, nós estamos numa fase de "queremos brigar mais do que dialogar". Acho que a internet, que poderia ser uma forma de entrosar mais o mundo, na realidade tem contribuído para essas briguinhas. Muita gente usando fake news para se promover e promover as suas ideias, e torna mais difícil o diálogo — disse Lemann.

Depois, demonstrou um pouco de otimismo:

— Continuo convencidos de que, com movimentos como este que estamos fazendo, os brasileiros vão voltar para um sistema de dialogar, de conviver bem e de, através disso, atingirmos um progresso mais rápido. Eu acho estamos performando mal no Brasil em geral. Está faltando diálogo. Precisa ter mais diálogo. As pessoas precisam conversar sobre os problemas comuns, ouvir pontos de vista diferente, e encontrar soluções. Soluções pragmáticas e que nos levem para a frente novamente.

Ele participou de uma videoconferência organizada por uma entidade da qual participa. No evento, também falou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). Leite, que apoiou o presidente Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2018, agora é crítico do governo federal. O governador e o presidente já trocaram inclusive críticas públicas. Leite, que é pré-candidato a presidente em 2022, já defendeu o impeachment de Bolsonaro. Em sua fala, Lemann elogiou Leite:

— Está dando um show de boa governança através do diálogo.

A crise institucional vem repercutindo na economia, com a derrubada das expectativas do mercado para o crescimento no ano que vem e elevação das taxas de juros longos. O presidente Jair Bolsonaro passou semanas criando polêmicas com outros poderes, principalmente com o Supremo Tribunal Federal (STF). A crise escalou após seus pronunciamentos no Sete de Setembro, momento mais agudo da crise institucional.

A situação melhorou um pouco com a carta de recuo do presidente, mas ainda há muita desconfiança em relação à duração dessa trégua. A repercussão no mercado é clara: vários bancos e consultorias já trabalham com projeções que apontam que o avanço do PIB terá variação inferior a 1% no ano que vem. O governo, por sua vez, manteve projeção de crescimento de 2,5% da economia.

Lemann, do fundo 3G Capital, é uma das pessoas mais ricas do Brasil. De acordo com o ranking da revista Forbes, divulgado em agosto, o Brasil tem hoje 315 pessoas com patrimônio de R$ 1 bilhão ou mais. Lemann ocupa a segunda posição da lista, com fortuna avaliada em R$ 96,5 bilhões.

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