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Lema ‘América Primeiro’ ainda predomina em campanha de vacinação

David Wainer e Patrick Gillespie
·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Depois de não conseguir um acordo com a Pfizer, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, estava tão desesperado para garantir vacinas contra a Covid-19 que enviou um avião comercial a Moscou em dezembro para trazer doses da Sputnik V antes que seus próprios reguladores tivessem a chance de aprovar o imunizante.

A aprovação para uso emergencial ocorreu horas antes do voo da Aerolíneas Argentina com 300 mil doses da vacina da Rússia pousar no aeroporto de Buenos Aires com grande alarde na mídia.

No mundo em desenvolvimento, países como a Argentina foram espremidos por nações mais ricas na corrida para garantir vacinas produzidas por empresas ocidentais como Pfizer e Moderna. Na maior parte da África e em grandes áreas da América Latina, sul e sudeste da Ásia, pouca ou nenhuma vacina foi distribuída, de acordo com o rastreador de vacinas da Bloomberg.

Como candidato e depois como presidente, Joe Biden repudiou o lema “America First” (América Primeiro) de Donald Trump. Mas, quando se trata de vacinas, Biden está basicamente seguindo a prática de seu predecessor de garantir que os americanos estejam totalmente protegidos antes de compartilhar as doses com o resto do mundo.

Com a oportunidade de exercer o chamado “soft power”, Rússia e China buscam preencher a lacuna com a distribuição de doses a países como Chile e Filipinas como forma de obter favores. Enquanto os EUA fazem promessas sobre o futuro, Rússia e China entregam, embora em quantidades modestas, agora.

“Os EUA não fizeram um gesto diplomático que seja tão reconhecível quanto o que Rússia e China estão fazendo ao garantir que suas vacinas realmente cheguem”, disse Annie Pforzheimer, diplomata aposentada dos EUA que escreveu um relatório sobre a resposta dos EUA para a pandemia na América Latina.

Alguns críticos, como o presidente da Argentina, são mais contundentes, tendo acusado países ricos de acumularem vacinas às custas de nações mais pobres.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, tornou o acesso à vacina Sputnik - que foi considerada altamente eficaz - parte fundamental de suas conversas com líderes estrangeiros. A Rússia prometeu entregar 700 milhões de doses da vacina no exterior este ano, embora a produção até agora não tenha acompanhado esse ritmo.

A China também entrou no jogo. Em viagens a Mianmar e Brunei nos últimos meses, o ministro de Relações Exteriores chinês, Wang Yi, se comprometeu a ajudar na distribuição de vacinas, ao mesmo tempo em que pediu maior colaboração nos projetos comerciais e de infraestrutura do presidente Xi Jinping. A mídia estatal chinesa tem promovido a vacina da Sinovac como altamente eficaz, apesar das preocupações sobre segurança e nível de proteção. A hesitação sobre os potenciais efeitos colaterais da CoronaVac aumentou na China continental e em Hong Kong.

Os Estados Unidos estão de olho nesses esforços e enfatizam seus US$ 4 bilhões em apoio à Covax, uma iniciativa apoiada pela Organização Mundial da Saúde, pela aliança global de vacinas Gavi e a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias, que oferece imunizantes a baixo custo para países em desenvolvimento.

“Estamos preocupados com o uso ou tentativa de uso de vacinas como meio de diplomacia por parte da Rússia e da China”, disse a repórteres neste mês Jen Psaki, secretária de imprensa da Casa Branca.

Há uma grande lacuna a preencher. Na semana passada, 80% do suprimento mundial de vacinas estava nas mãos de apenas 10 países ricos, de acordo com Robbie Silverman, gerente sênior de defesa corporativa da Oxfam America.

Enquanto isso, o presidente Biden ordenou doses de vacina suficientes para imunizar totalmente cada adulto nos EUA duas vezes. O governo diz que precisa estar preparado para contingências depois que mais de 529 mil cidadãos morreram de coronavírus no último ano, mais do que em qualquer outro país.

O resto do mundo não quer esperar mais. Portanto, embora cidadãos de países em desenvolvimento às vezes sejam céticos sobre a eficácia de vacinas não ocidentais - para as quais os dados de ensaios clínicos estão menos disponíveis -, seus líderes tiveram pouca escolha a não ser comprar vacinas russas e chinesas.

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©2021 Bloomberg L.P.