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Leilão de térmicas no Nordeste termina sem interessados

Usinas térmicas utilizam a queima de substâncias fósseis para a geração de energia
Usinas térmicas utilizam a queima de substâncias fósseis para a geração de energia
  • Cerca de 1,3 mil megawatts ficaram sem contratação;

  • Apenas três usinas foram contratadas, que entregaram 75% do pedido pelo governo;

  • Leilão está sendo contestado na Justiça.

Aconteceu, nesta sexta-feira (30), o leilão de reserva de energia térmicas movidas a gás natural localizadas nas regiões Norte e Nordeste. Contestado na Justiça, o leilão acabou sem lances para as usinas da região Nordeste, que inclui os estados do Maranhão (MA) e Piauí (PI).

Com duração de apenas 16 minutos, o leilão contou apenas com lances para três usinas no estado do Amazonas, na região Norte brasileira. O edital previa a contratação de mil MW na região, mas os compradores definiram a entrega de 754 MW, ou 75% do desejado pelo governo. Já no Nordeste outros mil MW eram esperados, divididos entre 300 para o Maranhão e 700 para o Piauí. No entanto, sem a contratação dessas térmicas, o edital deixou de contratar 1,3 mil megawatts.

As três usinas contratadas foram: Azulão II e Azulão IV, pelo grupo Eneva, e Manaus I, pela Global Participações Energia (GPE). Com uma receita de R$ 2,4 bilhões, o leilão prevê um prazo de fornecimento de 15 anos para cada uma das termelétricas. O edital ainda prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões nas instalações.

Para o gerente executivo da Secretaria Executiva de Leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o leilão foi um sucesso. "Cumprimos o que a lei determinou. Então, podemos dizer que houve êxito no leilão", afirmou.

Já Frederico de Araujo Teles, secretário adjunto da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, afirmou que o governo irá estudar as possibilidades jurídicas sobre o que fazer quanto aos 1,3 mil MW não contratados.

O leilão foi contestado na justiça por observadores e organizações não governamentais, como o Instituto Internacional Arayara, que alegou que no local onde estão previstas as construções das térmicas não há infraestrutura de transporte de gás e nem demanda pela energia.

“Será necessária a exploração de jazidas de gás, a construção de gasodutos e de rede de transmissão de energia elétrica, haja vista que nas localidades em que se pretende construir as térmicas contratadas no Leilão impugnado não há infraestrutura e muito menos demanda”, afirmou a ONG no processo.