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Leilão de hoje marca fim do ciclo de grandes blocos do pré-sal, diz ANP

Rodrigo Polito e André Ramalho

Diretor-geral da agência diz que 6ª Rodada também é o início do cilo de desenvolvimento da produção da região A 6ª Rodada de Partilha, que será realizada nesta quinta-feira, marca o fim do ciclo dos grandes blocos exploratórios no pré-sal e o início do ciclo de desenvolvimento da produção na região, afirmou o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.

Segundo ele, até 2010, havia uma dominância da Petrobras na região do pré-sal. “Agora vamos começar a ver descobertas e o desenvolvimento de produção nos campos não operados pela Petrobras”, disse Oddone a jornalistas antes do leilão. “O que vamos ver daqui para frente é a construção do enorme portfólio que as petroleiras fizeram nos últimos anos”, completou.

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Hoje, estarão em jogo cinco áreas de pré-sal, sendo quatro na Bacia de Santos e uma em Campos. Juntas, as cinco áreas somam bônus de assinatura de R$ 7,85 bilhões. Protagonista do leilão do dia anterior, a Petrobras manifestou previamente a preferência de ser operadora em três áreas, com participação mínima de 30%: Aram e Sudoeste de Sagitário (na Bacia de Santos) e Norte de Brava (na Bacia de Campos).

Oddone disse que o fato de a Petrobras ter manifestado interesse por três das cinco áreas que serão licitadas hoje “já garante o sucesso do leilão”. Ele acrescentou que o bloco de Aram, na Bacia de Santos, é a “estrela do leilão”, e deve atrair a maior concorrência. Já a área de Norte de Brava, na Bacia de Campos, é um bloco em que a Petrobras é “dona natural”, disse o diretor, já que a companhia possui investimentos no entorno da região.

O representante da ANP indicou ainda que os blocos localizados nas Bacias de Campos e Santos que serão oferecidos em leilões depois de 2020 terão perfil de risco exploratório maior que o atual. Segundo ele, isso ocorrerá porque as áreas com menor risco já foram leiloadas ou serão ofertadas nas rodadas do ano que vem.

Dado ao maior risco exploratório das novas áreas que serão ofertadas, indicou Oddone, os bônus de assinatura exigidos pelo governo nos leilões deverão ser menores. “Estamos deixando para trás a era dos bônus bilionários para entrar na fase de produção e arrecadação [de royalties e impostos] elevadas”, completou.