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Lei determina que Google Maps e Waze alertem sobre áreas de risco no RJ

Este mesmo recurso foi oferecido pelo aplicativo Waze durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016 (Pixabay)

O prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella sancionou, nesta terça-feira, 8, uma lei que obriga aparelhos e aplicativos de geolocalização, como Waze e Google Maps, a emitirem alertas sonoros e notificações aos usuários em caso de proximidade de áreas de risco de crime no Rio de Janeiro.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que dois policiais militares morreram baleados após seguirem o roteiro sugerido por um dos aplicativos e entrarem por engano na comunidade Jardim Novo, em Realengo, Zona Oeste do Rio.

Pela lei 6.469, de autoria da vereadora Rosa Fernandes (MDB), são consideradas áreas de risco “localidades de conflitos, regiões com incursões policiais permanentes, áreas com grande número de assaltos, roubos e furtos, considerando informações colhidas junto à Secretaria de Segurança Pública ou órgãos e entidades públicas e privadas que estudam o assunto”.

Serviço já foi oferecido em 2016

Este mesmo recurso foi oferecido pelo aplicativo Waze durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. A finalidade era evitar que os turistas desavisados entrassem, por engano, em regiões consideradas perigosas. O aplicativo mapeou 25 áreas e passou a emitir alertas quando a rota traçada passava por uma delas.

Na época, a empresa declarou que os critérios utilizados por eles foram definidos com base em “dados de terceiros” e “conhecimento técnico de voluntários brasileiros”.

Em nota ao O Globo, o Google disse que irá analisar a proposta antes de fazer declarações. Já a assessoria de imprensa do Waze afirmou ao jornal que não vai comentar a sanção da nova lei.