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Lava Jato do PCC: 'A chefia está na elite e não nas periferias', diz coordenador da PF

Redação Notícias
·2 minutos de leitura
Marcola e outros líderes do PCC são transferidos para Brasília
Segundo ele, o padrão de vida de seus líderes são comparáveis aos envolvidos nos esquemas de corrupção da Petrobras (Foto: Agência Brasil)

“Um pseudo empresário que começou a enriquecer com o dinheiro do trafico de drogas e que anda em um carro de R$ 500 mil vive na periferia? Não, ele vive na elite. Vamos combater o PCC atacando a elite”, afirmou Elvis Secco, delegado coordenador geral de repressão às drogas, armas e facções criminosas da Polícia Federal (PF), sobre o Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Em entrevista ao UOL, publicada nesta sexta-feira (2), o delegado disse que está ocorrendo uma espécie de “Lava Jato do PCC” e comparou a facção a uma multinacional com esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro. Segundo ele, o padrão de vida de seus líderes são comparáveis aos envolvidos nos esquemas de corrupção da Petrobras.

“Temos, sim, uma Lava Jato do PCC. O objetivo da Polícia Federal é fazer com que essa operação tenha fases. Para área de tráfico de drogas, temos o mesmo objetivo que investigue crimes de corrupção. É desenvolver fases da investigação”, declarou ao UOL.

De acordo com a PF, em dois meses foram cinco operações contra a facção. Ainda de acordo com Secco, em uma primeira fase da Lava Jato do PCC, foi identificado núcleo financeiro e patrimônio dos líderes. No entanto, ainda é preciso analisar a documentação apreendida para traçar um objetivo para que outras fases sejam desencadeadas. "Assim como foi feito no caso da Lava Jato”, disse.

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Segundo o UOL, os investigadores já chegaram a empresários que nunca tiveram passagem pela polícia e que lavavam dinheiro para o crime organizado há décadas. Para a PF, organização criminosa tem como principal finalidade a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

O delegado Secco ainda afirmou que a PF não tem como ambição atingir pequenos traficantes e que, hoje, as ações do órgão visam atingir os chefes desses pequenos traficantes, seguindo o rastro do dinheiro lavado dentro e fora do país.

A PF, no entanto, diz que é preciso ter cautela em classificar o PCC como uma máfia.

"É uma organização criminosa. A maior do Brasil, a maior da América Latina. Não é mais um grupo nacional. É um grupo que age em todo o mundo. Está no mesmo patamar das maiores organizações criminosas do planeta", concluiu Elvis Secco.

A PF realizou nesta quarta-feira (30) operação batizada de Operação Rei do Crime, com objetivo de interceptar criminosos que atuam em "sofisticado esquema" de lavagem de dinheiro do PCC por meio de empresas ligados ao setor de combustíveis. Segundo os investigadores, houve bloqueio de contas bancárias no valor de R$ 730 milhões.