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The Last of Us │Série muda o funcionamento dos infectados; entenda como

O primeiro episódio de The Last of Us já sinalizou uma mudança importante dentro da mitologia dos jogos. Como a adaptação apresentou, o funcionamento dos infectados pelo fungo cordyceps vai funcionar de um modo um pouco diferente do que nos games. E não se trata apenas de uma questão estética, como muitos podem imaginar, mas de alterações que mexem bastante na dinâmica de como Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) precisam lidar com essa ameaça.

Isso porque a série da HBO se preocupou em afastar ainda mais os seus infectados do zumbi clássico. Ainda que os diferentes tipos de infectados já tenham características bem distintas dos mortos-vivos tradicionais, o seriado apresentou regras novas para torná-los ainda mais únicos — o que inclui coisas que não existem nos videogames.

É por essa razão que temos uma contaminação bem mais visualmente impactante no primeiro episódio. E, mais do que isso, The Last of Us vai apresentar ainda outros comportamentos dos infectados que vão surpreender até mesmo os jogadores mais veteranos.

O perigo da mordida

Série deixa bem visível por que a mordida dos infectados é contagiosa (Imagem: Reprodução/HBO)
Série deixa bem visível por que a mordida dos infectados é contagiosa (Imagem: Reprodução/HBO)

A primeira dessas mudanças está presente já no episódio inicial e diferencia bem os infectados de The Last of Us do zumbi clássico. O que a série faz é deixar bem claro por que a mordida é um vetor de transmissão, trazendo um peso e apelo visual a tudo isso.

Como fica evidente já na cena em que Sarah (Nico Parker) encontra sua idosa vizinha matando o resto dos familiares, é possível ver o fungo saindo pela boca. A presença dessas hifas na hora da mordida nunca foi mencionada nos games, mas é algo que se faz presente ao longo de toda a série — inclusive, há um momento bem mais impactante em relação a isso no segundo episódio.

A explicação para essa alteração é bem óbvia. Ao apenas dizer que a contaminação acontece pela mordida, não há nenhuma diferença entre o cordyceps e qualquer outro vírus zumbi que já vimos em outros filmes e séries.

Trata-se de uma mudança sutil, mas que dá uma identidade própria para essa ameaça, deixando a coisa bem mais nojenta e que dá uma forma a esse perigo até então invisível.

Corpos mofados

É agoniante ver as pessoas mofadas por dentro (Imagem: Reprodução/HBO)
É agoniante ver as pessoas mofadas por dentro (Imagem: Reprodução/HBO)

Outra alteração feita é no próprio comportamento do fungo dentro do corpo do seu hospedeiro. Na cena inicial de The Last of Us, o infectologista que prevê o fim do mundo causado por esses organismos descreve bem o funcionamento de como esses fungos podem tomar conta de um corpo por completo, explicando como algumas espécies fazem para manter o indivíduo vivo enquanto é controlado.

Basicamente, a lógica é que o fungo se espalha dentro do corpo, alimentando-se e se espalhando por todos os lugares possíveis ao mesmo tempo em que assume o controle de funções básicas que vão permitir que ele se espalhe para outros indivíduos. E isso cria momentos que também são originais da série.

O resultado mais evidente disso é que o seriado da HBO vai tratar os infectados como pessoas que estão literalmente mofadas por dentro. No início do segundo episódio, por exemplo, vemos alguns cadáveres que são cortados e o fungo simplesmente sai do ferimento, evidenciando o quanto o cordyceps já tomou conta do organismo todo.

Trata-se de uma ampliação da própria ideia das hifas que vimos na hora da mordida. Se a infecção está tão grande a ponto de estar saindo pela boca do infectado, imagine só como está o restante do corpo. Não por acaso, quando a contaminação dura muito tempo, ela acaba evoluindo e dando vida aos estaladores.

Conectados entre si

Ao deixar infectados conectados, série mexe na dinâmica e amplia o perigo que eles representam (Imagem: Reprodução/HBO)
Ao deixar infectados conectados, série mexe na dinâmica e amplia o perigo que eles representam (Imagem: Reprodução/HBO)

No entanto, nenhuma das mudanças que a HBO fez em relação aos infectados em The Last of Us é tão grande quanto a ideia de que todos eles estão conectados entre si — ou quase isso. É algo que não existe nos jogos e que faz toda a diferença em termos de narrativa e de situações enfrentadas pelos personagens.

Esse é um detalhe que o seriado passa a apresentar a partir de seu segundo episódio, quando Joel, Ellie e Tess (Anna Torv) passam a explorar as ruas devastadas de Boston. É nesse momento que eles explicam para a garota que o cordyceps não está apenas nos infectados, mas que a contaminação afetou o próprio solo e que é por meio dessa “grande rede” formada pela estrutura do fungo que eles se comunicam, uma vez que eles estão conectados entre si.

Na prática, isso significa que um único infectado pode atrair uma horda muito maior em questão de segundos. Como o micélio do cordyceps se espalha por toda uma área, é como se todos os contaminados pelo fungo em uma área fizessem parte de um grande organismo. Assim, quando os personagens se deparam com um, o restante é informado daquilo e corre para aquele lugar.

Embora isso não tenha sido mostrado ainda no primeiro episódio, a série vai explorar essa característica algumas vezes no futuro justamente para criar uma tensão maior na jornada de sobrevivência dos heróis. Isso faz com que Joel e Ellie tenham que correr muito mais por suas vidas ao saber que há uma avalanche de infectados correndo em sua direção.

Ao mesmo tempo, essa ideia de um grande organismo que conecta muitos monstros de uma só vez é uma boa alternativa para a ausência dos esporos. Nos jogos, há locais específicos em que a contaminação pelo fungo é tão grande que ele se espalha pelo ar, forçando que os sobreviventes tenham que usar máscaras para transitar por ali. No entanto, a HBO optou por remover essa característica, seja para evitar que Pedro Pascal ande mascarado mais uma vez ou para evitar perder tempo com mais explicações.

Fonte: Canaltech

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