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Lanchonetes temáticas atraem famílias com shows e oficinas para crianças

·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - De março de 2020 para cá, a pandemia provocou o fechamento de 250 mil bares e restaurantes no estado de São Paulo, sendo 12 mil só na capital, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Mas um segmento resiste aos efeitos do coronavírus: as lanchonetes temáticas.

Com salões grandes e muito espaço para lazer infantil, a rede gaúcha Mundo Animal, fundada em 2011, já tem 42 unidades. E o plano de expansão é agressivo —56 franquias estão contratadas e 11 abrem as portas até o fim de 2021.

Na capital paulista, onde cinco lojas serão inauguradas neste ano, duas já estão em funcionamento —uma na Vila Ema (zona leste), inaugurada em julho de 2021, e outra em Interlagos (zona sul), aberta dois meses depois. Nos dois lugares, filas na porta são comuns de segunda a segunda.

Segundo o franqueado Leandro Aquino, 44, sócio da lanchonete da Vila Ema, a mistura de atrações é a receita do sucesso.

Adultos são conquistados pelo cardápio com drinques, torres de chope, lanches a partir de R$ 22,90 e pratos para compartilhar —o mais caro, com medalhões de filé-mignon, queijo coalho, tomates assados, batata rústica, farofa, pão, salada e molhos custa R$ 185,90 (para quatro pessoas).

Para as crianças, a programação inclui playground com monitores e shows musicais do leão Leonel.

“Assim, garantimos que os adultos possam conversar com tranquilidade, enquanto as crianças se divertem sob nossa responsabilidade. Por isso o tempo de permanência é tão alto, chega a 1 hora e meia.”

A escolha da Vila Ema, diz Aquino, foi estratégica, por se tratar de um bairro com bom poder aquisitivo e carente de opções de lazer em família. “Os moradores tinham que andar quilômetros para se divertir e se tornaram nossos clientes fiéis.”

O investimento na franquia não é baixo: de R$ 1,2 milhão a R$ 1,6 milhão no modelo para capitais e de R$ 800 mil a R$ 1,2 milhão no modelo para demais cidades.

Em contrapartida, a M&A Franchising, dona da marca Mundo Animal, diz que a promessa de faturamento anual é de R$ 4,2 milhões por unidade e oferece assessoria até para escolha dos imóveis, que devem ter de 800 m² a 1000 m².

Segundo Marcos Gundel, 42, sócio da M&A Franchising, a startup Space Hunter fornece aos franqueados um estudo completo, com dados como renda per capita do bairro e fluxo de público.

“Atualmente, 95% dos nossos franqueados já têm mais de uma unidade”, diz Gundel.

Vizinha à Mundo Animal de Interlagos, uma outra lanchonete temática também comemora as filas que têm se formado na calçada —mas o caminho, ali, foi outro.

Até o início da pandemia, o imóvel abrigava o Espaço Onix, bufê especializado em eventos sociais e corporativos na zona sul de São Paulo. Quando se viram impedidos de realizar as festas, os proprietários, o casal Marcio e Erika Meira, 55 e 52, inventaram um jeito criativo de voltar a funcionar.

Em setembro de 2020, assim que o então prefeito Bruno Covas autorizou os bufês a funcionarem como restaurantes sem necessidade de um novo alvará, a dupla desempacotou a decoração de uma festa, que tinha como tema um hotel mal-assombrado, e transformou o espaço na lanchonete temática Magia & Bruxaria.

“Me inspirei nas experiências que a Disney oferece com as princesas, nas quais a comida é boa, mas tem papel de coadjuvante”, diz Marcio Meira.

O cliente deve reservar o horário e pagar antecipadamente. O ingresso, a R$ 89 por pessoa, dá direito a um combo de lanche, bebida e sobremesa, também previamente escolhidos, e duas horas de diversão, com pocket shows e oficinas para crianças de 5 a 16 anos. Outras comidinhas e objetos personalizados podem ser comprados à parte.

Personagens caracterizados e cantos instagramáveis, planejados para render posts nas redes sociais, também têm atraído adultos aficionados pelo universo das bruxarias. Detalhe: a cenografia remete a livros e filmes famosos, mas adota nomes diferentes, já que o alto custo dos royalties, segundo o empreendedor, inviabilizariam o negócio.

“O primeiro lote de cem ingressos se esgotou em um dia e os posts viralizaram. Durante as férias de julho, chegamos a receber 8.000 pessoas. Fui ampliando o número de sessões e, hoje, temos 13 por semana”, conta Meira.

Na opinião da consultora de negócios Karyna Muniz, do Sebrae-SP, a história da Magia & Bruxaria serve de exemplo para todos os empreendedores que tinham amplos imóveis para festas antes da pandemia e temem pelo futuro do negócio.

“Esse tipo de espaço permite a realização de festinhas no modelo ‘cada um paga o seu’, que me parece uma alternativa mais simpática para o momento em que vivemos. E já ter o imóvel com infraestrutura de alimentação ajuda bastante”, ela acredita.

Muniz recomenda apostar em bairros fora das regiões mais centrais, onde a carência de espaços de lazer é combinada a preços mais amigáveis.

“Além de atrair clientes locais, esse tipo de empreendimento gera empregos para a comunidade do entorno.”

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