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Lanchonete brasileira troca funcionários por robôs

Redação Finanças
·3 minuto de leitura
Bionicook vai começar operações no próximo sábado (1º), no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Divulgação)
Bionicook vai começar operações no próximo sábado (1º), no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Divulgação)
  • Bionicook é lanchonete fast food totalmente automatizada

  • Unidade será aberta no próximo sábado (1º)

  • Até hoje, foram investidos R$ 2,5 milhões no projeto

Uma lanchonete fast food sem atendentes humanos, que funciona somente com robôs, é a proposta da Bionicook. O negócio está na última fase de validação no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e a abertura ao público está prevista para acontecer no próximo sábado (1º).

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O projeto começou há oito anos, quando o fundador e CEO da empresa, Fabio Rezler, quis mudar de área e sair do setor automotivo. O plano inicial era vender salgados, mas não envolvia nada com robôs. Essa ideia surgiu depois e foi sendo desenvolvida.

“Foram oito anos de trabalho porque tudo foi criado e desenvolvido. Nada foi copiado. Foi pensando nas necessidades que a gente tinha, quais seriam os movimentos do robô e o que seria necessário acoplar. E literalmente criamos todos os mecanismos para aquelas funcionalidades. Para ter ideia, somente a porta do freezer levou um ano para conseguir abrir. Tudo é muito lento e demorado”, diz o empreendedor.

Segundo Rezler, o investimento no projeto, desde o início, foi de R$ 2,5 milhões. Para ele, o perfil ideal para esse tipo de negócio são os aeroportos, já que não é um restaurante, mas um sistema rápido em que o cliente pode ter o pedido em mãos em três minutos. 

“Todo o nosso projeto é voltado para a rentabilidade e eu respeito muito isso. Já temos 15 investidores. Estamos dentro do segundo maior aeroporto da América Latina [atrás apenas da Cidade do México] e, dando certo em Guarulhos, validando bem, seguramente todas as futuras têm a propensão de dar certo também. Fomos no maior desafio porque, assim, os próximos acabam sendo simples”, conta o CEO.

Investimento, não franquia

O fundador da Bionicook conta que não há planos de franquia, mas “um plano de negócio voltado para a atração de investidores”. E isso é “para quem busca retorno financeiro e não retorno operacional”, segundo ele. “Por isso, nós invertemos a regra da franquia para deixar nossos investidores confortáveis pela diminuição de riscos, porque já não dependem de uma única franquia. Ele tem retorno sobre o lucro de todas nossas lojas.”

Para instalar cada unidade da lanchonete totalmente robotizada o custo estimado é de R$ 500 mil (Divulgação)
Para instalar cada unidade da lanchonete totalmente robotizada o custo estimado é de R$ 500 mil (Divulgação)

Para instalar cada unidade, o custo estimado é de R$ 500 mil. Foram gastas duas semanas para montar a estrutura e instalar os equipamentos em Guarulhos.

Planos para 2021

Agora, o objetivo é inaugurar outras 19 lojas no Brasil até o fim de 2021, com negociações já acontecendo para levar a marca à Europa, América do Norte e Oriente Médio. Com isso, a previsão de faturamento bruto para o ano varia entre R$ 8 milhões e $R$ 12 milhões. 

Antes da implementação em São Paulo, uma unidade foi inaugurada em 2019 na UCS (Universidade de Caxias do Sul), na cidade em que o empreendedor nasceu. Entretanto, o projeto precisou ser interrompido com a pandemia no ano passado, já que as aulas foram suspensas. Assim, os planos de expansão do negócio também pararam.