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Lançamento de foguete da chinesa i-Space falha pela terceira vez seguida

Pela terceira vez seguida a empresa privada chinesa i-Space falhou no lançamento orbital do seu foguete Hyperbola-1. O lançador de combustível sólido e quatro estágios decolou a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan na madrugada desta sexta-feira (13), mas quatro horas após levantar voo, a agência estatal Xinhua confirmou a falha.

O foguete decolou por volta das 04h09 (horário de Brasília). Um vídeo compartilhado na rede social chinesa Weibo mostra o lançador subindo à atmosfera, seguido de um período silencioso quando o sucesso da decolagem já deveria ter sido confirmado. As equipes da i-Space estão investigando o motivo da falha.

Esta foi a 16ª tentativa de um lançamento orbital chinês neste ano e foi o primeiro a não usar um foguete Long March. Ao que tudo indica, o Hyperbola-1 levaria um satélite de sensoreamento remoto para um cliente comercial, mas a falha comprometeu tal operação.

Em 2019 a i-Space se tornou a primeira empresa da China fora do setor espacial estatal a lançar um satélite à órbita da Terra, mas as duas tentativas seguintes falharam. Primeiro em agosto do ano passado e, a mais recente, em fevereiro deste ano, quando a parte frontal do foguete se desintegrou instantes após o lançamento.

Apesar disso, a i-Space tem trabalhado no Hyperbola-2, um foguete alimentando por oxigênio e metano líquidos, cujo primeiro estágio será reutilizável. No ano passado, a empresa arrecadou US$ 173 milhões para financiar o desenvolvimento do novo lançador e realizou alguns testes de decolagem e pouso verticais.

É bem provável que o Hyperbola-2 seja lançado a partir do centro de lançamentos em Jiuquan, onde a concorrente Landscape falhou em lançar seu Zhuque-2, um foguete também alimentado por oxigênio e metano líquidos.

Enquanto isso, a concorrência avança

O Hyperbola-1 segue os planos da China em ampliar sua capacidade de lançamentos a partir de foguetes de combustível sólido, mas a nova falha compromete este objetivo, pelo menos por parte da i-Space, já o país segue demonstrando sucesso com outros lançadores.

A estatal China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC), principal fabricante de espaçonaves chinesas, tem lançado o Long March 11 a partir da terra e do mar. Mas a China Aerospace Science and Industry Corporation (CASIC), outra estatal, e suas afiliadas falharam com os foguetes Kuaizhou-1A e Kuaizhou-11.

O Long March 11H na plataforma de lançamento no mar da costa oriental da China (Imagem: Reprodução/CASC)
O Long March 11H na plataforma de lançamento no mar da costa oriental da China (Imagem: Reprodução/CASC)

Já a Galactic Energy obteve sucesso em seus dois lançamentos mais recentes com o foguete Ceres-1 e planeja um próximo para julho. A CAS Space, empresa desmembrada da Academia Chinesa de Ciências (CAS), se prepara para lançar sua primeira missão com o foguete ZK-1A.

O ZK-1A consegue de transportar até 2 toneladas de carga útil até a órbita baixa da Terra (LEO). Se tudo der certo com o lançamento, previsto para junho ou julho, ele se tornará o maior foguete de combustível sólido da China. Além, desses, a China Rocket, uma braço da CASC, tem alcançado sucesso em seus voos.

Ela já lançou o foguete Jielong-1 (Smart Dragon) e já tem planos de lançar um foguete ainda maior, o Jielong-3, em setembro. A China tem planos ambiciosos para os próximos anos que incluem uma megaconstelação de satélites de comunicação e voos comerciais de e para a estação espacial Tiangong.

No entanto, até o país começar a tornar isso uma realidade, ele precisa garantir que sua frota estatal e comercial de lançadores esteja operando em sua máxima potência — e, claro, garantindo a segurança das cargas úteis e das próximas missões tripuladas.

Fonte: Canaltech

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