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Lagarde prevê desaceleração na Europa e promete ajustes para próxima reunião

André Mizutani
·2 minuto de leitura

Presidente do BCE apontou que a recuperação da zona do euro já vinha perdendo fôlego, e que o ressurgimento da pandemia piora bastante as perspectivas para a região A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, confirmou hoje que todo os integrantes do conselho da instituição concordam que serão necessários ajustes às ferramentas de política monetária na próxima reunião, em dezembro. Lagarde disse que a expectativa dos integrantes do BCE é de que os dados econômicos sofram uma forte desaceleração no quarto trimestre, mas disse também que eles não sabem se isso vai levar a uma contração da atividade. "O dado do PIB do terceiro trimestre, que será divulgado amanhã, pode surpreender positivamente, mas esperamos uma piora no quarto trimestre. E o motivo disso é que achamos que os dados de novembro serão negativos", disse. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde ECB Questionada sobre mudanças ao programa emergencial de compras de ativos (PEPP, na sigla em inglês), a presidente do BCE se limitou a dizer que esta será apenas uma das ferramentas que serão reavaliadas até dezembro e que os reajustes "dependerão do progresso da pandemia e da resposta da política fiscal". O comunicado de política monetária de dezembro trará também as projeções macroeconômicas revisadas da instituição, o que de acordo com a presidente da instituição, permitirá que eles façam uma reavaliação "completa" das ferramentas de política monetária. Lagarde apontou que a recuperação econômica da zona do euro já vinha perdendo fôlego, e que o ressurgimento da pandemia na Europa piora bastante as perspectivas para a economia da região. Ela demonstrou especial preocupação com a atividade do setor de serviços, que desacelerou "visivelmente", embora a atividade industrial tenha continuado a se recuperar. A presidente do BCE disse também que não está preocupada com o risco de deflação. Embora a taxa de inflação tenha marcado em setembro o seu segundo mês consecutivo em terreno negativo, a queda nos preços foi atribuída em grande parte a fatores isolados, como a forte queda dos preços do petróleo, e isso não representa um risco de uma deflação sustentada na zona do euro. Lagarde também descartou mudanças à maneira como a autoridade monetária estabelece a sua meta de inflação. "É prematuro alterarmos a nossa meta de inflação com a revisão estratégica ainda em curso", esclareceu. O BCE manteve as suas taxas de referência estáveis, sustentando a taxa de depósitos em -0,5%, a de empréstimos em 0,25% e a de refinanciamento em 0%. Não houve mudança no programa de compras emergenciais de ativos para a pandemia (PEPP, na sigla em inglês), que permanece 1,35 trilhão de euros, reforçando que o programa será mantido até "pelo menos" o fim de junho de 2021, e até que a instituição considere que os riscos gerados pela pandemia tenham passado. O programa usual de compras de ativos (APP) foi mantido em 20 bilhões de euros mensais.