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Lagarde não consegue conter apostas em alta de juros pelo BCE

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Os mercados não estão sendo receptivos aos esforços de Christine Lagarde de resistir às apostas cada vez mais agressivas dos investidores de que o Banco Central Europeu vai subir os juros no ano que vem.

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Na quinta-feira, a presidente da instituição não conseguiu alterar a precificação do mercado que presumia elevação de 0,20 ponto percentual na taxa pelo BCE em dezembro de 2022, mesmo dizendo que essa visão não tem respaldo nas análises do BCE. Menos de 24 horas depois, os investidores iam mais longe, antecipando esse momento em dois meses.

Os mercados “acham que Lagarde está blefando”, afirmou sem rodeios Valentin Marinov, chefe de pesquisa de câmbio para o G10 no Crédit Agricole.

A última movimentação veio com a divulgação de relatório mostrando que a inflação na Zona do Euro saltou para 4,1% nos 12 meses até setembro, superando a previsão de 3,7% dos economistas. É apenas a segunda vez na história do euro que a inflação passou de 4%.

Com base nas cotações da manhã de sexta-feira, os investidores esperam que o BCE eleve a taxa da linha de depósito em 0,20 ponto em outubro de 2022 para menos 0,3%, marcando o primeiro acréscimo anunciado pela instituição em mais de uma década.

A expectativa de aumento nos custos de captação é sentida nos mercados de títulos europeus. Os rendimentos dos bônus de 10 anos da Itália e Grécia — considerados os mais arriscados da região — avançaram 0,22 e 0,11 ponto percentual, respectivamente, para 1,29% e 1,17%. Com isso, o custo de empréstimo de referência da Itália atingiu o maior patamar desde julho do ano passado.

A mudança nos mercados coincide com um aumento da inflação global que já leva alguns bancos centrais a alterar sua postura, incluindo o Banco da Inglaterra e o Banco do Canadá.

Lagarde reconheceu que a inflação mais alta vai durar mais tempo do que o BCE previa, mas recuará ao longo de 2022. Na quinta-feira, ela não chegou a dizer que os mercados estão errados em apostar em aumentos de juros no próximo ano, refletindo um consenso entre os membros do Conselho Geral do BCE de que tal pronunciamento poderia trazer consequências indesejadas, segundo autoridades familiarizadas com o assunto.

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