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Lagarde diz que mercado pode testar BCE o quanto quiser

Francine Lacqua, Alexander Weber e Carolynn Look
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que as autoridades monetárias não hesitarão em usar todos os seus poderes caso os rendimentos dos títulos aumentem em reação ao movimento dos investidores.

“Eles podem nos testar o quanto quiserem”, disse Lagarde em entrevista à Bloomberg TV na quarta-feira. “Temos circunstâncias excepcionais para lidar no momento e temos ferramentas excepcionais para usar no momento, e uma bateria delas. Vamos usá-las como e quando necessário, a fim de cumprir nosso mandato e cumprir nossa promessa para a economia.”

O BCE acelerou o programa de compra de títulos da pandemia para reagir contra o aumento dos custos de financiamento, que ameaça minar a recuperação da zona do euro. Os rendimentos subiram como parte da aposta de reflação global na esteira da recuperação econômica dos EUA, enquanto a zona do euro ainda enfrenta restrições relacionadas à Covid e lenta campanha de vacinação.

Bancos centrais do bloco compraram, em média, 20 bilhões de euros (US$ 23,5 bilhões) em dívidas semanalmente nas últimas duas semanas para manter as condições de financiamento favoráveis para governos, empresas e famílias. Lagarde não quis dizer se as autoridades chegaram a um acordo sobre esse nível específico de compras, segundo sinalizado pelo membro do conselho do BCE, Vitas Vasiliauskas, em entrevista nesta semana.

“Dada a situação excepcional que enfrentamos, usamos o máximo de flexibilidade” com o programa de 1,85 trilhão de euros, disse Lagarde. “Vamos usar tudo ou não, ou mais, e certamente vamos ajustar conforme necessário.”

Cautela com inflação

O BCE prevê que a economia da zona do euro, com 19 países, crescerá 4% em 2021. Esse ritmo não é suficiente para recuperar a queda de 6,6% do PIB no ano passado, e a região deve retornar ao tamanho pré-pandemia apenas em meados de 2022, um ano depois dos Estados Unidos.

O banco central diz que qualquer aceleração da inflação da região no curto prazo será temporária, pois a preocupação com a perda de empregos deve manter a demanda dos consumidores sob controle no médio prazo.

Números publicados na quarta-feira mostraram que os preços ao consumidor subiram 1,3% em março em relação ao ano anterior, impulsionados por um aumento dos custos de energia. A taxa é inferior à meta do BCE, pouco abaixo de 2%. Um indicador que exclui componentes voláteis, como alimentos e combustíveis, desacelerou para 0,9%, o menor nível em três meses.

O programa de títulos da pandemia do BCE deve ser mantido até o final de março de 2022, embora Lagarde tenha dito que pode ser estendido se necessário, e o banco central enviará vários alertas aos investidores quando estiver pronto para parar.

“Não é como se estivesse escrito em pedra”, disse a presidente do BCE. Quando chegar a hora de desacelerar, as autoridades monetárias avisarão com suficiente antecedência para “evitar a ansiedade, ‘tantrum' ou qualquer um desses movimentos” que aconteceram no passado, disse em referência ao termo usado para descrever a reação de investidores de títulos quando o Federal Reserve sinalizou a retirada dos estímulos em 2013.

Lagarde também espera que o fundo conjunto de recuperação de 750 bilhões de euros da União Europeia comece a ser implantado conforme programado no segundo semestre do ano.

Os planos de gastos ainda estão sendo avaliados pela Comissão Europeia, e as leis para aprovar a emissão de títulos para financiar o programa ainda precisam ser aprovadas por todos os governos nacionais. Isso gerou receio de que obstáculos, como uma disputa legal na Alemanha, atrase os desembolsos.

“Temos uma situação econômica geral nesta parte do mundo, a Europa, realmente marcada pela incerteza”, disse Lagarde. “O que a política monetária deve fazer, e o que o BCE deve fazer, é fornecer o máximo de certeza possível.”

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©2021 Bloomberg L.P.