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Laerte Coutinho fala na CCXP sobre seus 50 anos de carreira e critica Bolsonaro

·2 min de leitura
SÃO PAULO, SP, 16-11-2021: A cartunistas Laerte, da Folha, é homenageada durante cerimônia de entrega do prêmio Comunique-se, no espaço JK, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 16-11-2021: A cartunistas Laerte, da Folha, é homenageada durante cerimônia de entrega do prêmio Comunique-se, no espaço JK, em São Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cartunista Laerte Coutinho, 70, foi a homenageada da CCXP 2021 (Comic Con Experience), que começou neste sábado (4), mais uma vez em formato virtual por causa da pandemia. Foi ela quem abriu os painéis do palco Artists' Valley, com duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL). "Ele não tem projeto político e o que funciona como projeto político é um horror, um pesadelo total", afirmou Laerte.

A cartunista destacou que a história do Brasil democrático é real. Segundo ela, os brasileiros conseguiram vencer uma ditadura, eleger governos democráticos e elaborar estruturas de funcionamento, mas não dá para falar de democracia e citar de Jair Bolsonaro e Sérgio Moro. "Impressionante, estou impressionada com o momento que estou vivendo", afirmou.

Apesar das críticas políticas, Laerte, que é colunista da Folha, também aproveitou para falar sobre sua carreira. Questionada pelos entrevistadores, ela disse que sempre gostou de desenhar, mas demorou para entender que isso poderia ser uma profissão. "Eu mesma demorei para entender o desenhar como meio de vida", afirmou.

Com 50 anos de carreira, Laerte disse que muita coisa mudou com a internet e as redes sociais, e explicou que isso trouxe uma velocidade de comunicação e propiciou o surgimento mais rápido de artistas novos. "[Eles] podem ter um portfólio virtual e não precisam mais ir de redação em redação com o portfólio debaixo do braço. Eu demorei décadas para conseguir meu público."

Considerada um dos grandes eventos de cultura pop no Brasil, a CCXP terá neste ano 60 horas de conteúdo disponível pela plataforma do evento neste sábado e no domingo (5). Em 2020, o evento chegou a ter 150 horas de conteúdo, mas agora estará com um nível mais elevado, segundo Roberto Fabri, CCO da Omelete Company, empresa organizadora e idealizadora da CCXP.

Com isso, a organização espera ter um aumento de aproximadamente 20% no número de acessos na comparação com 2020. Na ocasião, 3,5 milhões de pessoas participaram do festival, com um alcance em 139 países e cerca de 30 milhões de visualizações. "A gente diminuiu o volume de conteúdo para priorizar a qualidade", afirmou Fabri. "Realmente o filé do filé".

Neste ano, é possível assistir gratuitamente à programação. Entretanto, há a opção de comprar ingressos por R$ 50, que permitem uma experiência ampliada. As principais empresas da indústria audiovisual, como Warner, Sony, Paramount, Netflix, HBO Max e Amazon Prime, confirmaram participação e devem promover lançamentos.

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