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Laboratório privado ajudará a monitorar variantes da Covid-19 no Brasil

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO — Uma rede privada de laboratórios clínicos anunciou hoje um projeto prometendo ajudar o país a monitorar as variantes preocupantes da Covid-19 que estão emergindo no país. A Dasa, que possui a maior estrutura de diagnóstico fora do SUS, afirmou que pretende sequenciar o material genético de 30 mil amostras do vírus Sars-CoV-2 no país.

O projeto, que deve ter custo de R$ 4,8 milhões, tem potencial para triplicar a capacidade de vigilância genômica do país. Segundo a Fiocruz, que comanda a maior rede de vigilância para a doença no país, até agora foram sequenciados 10 mil amostras do vírus.

O trabalho é importante para detectar precocemente o surgimento de variantes do vírus como a P.1, que emergiu no fim do ano passado em Manaus e hoje já domina o cenário nacional da epidemia.

Monitorar quais variantes se tornam mais relevantes no país é importante porque permite saber se há alguma variante importante que requeira algum tipo de bloqueio sanitário para impedir sua disseminação. O trabalho também ajuda a informar desenvolvedores de vacina porque os produtos de segunda geração contra a Covid-19 precisam ser testados contra as versões do vírus que mais circulam.

Segundo a Fiocruz, o país sequenciou até agora 0,07% das amostras que testaram positivo para Covid-19, um número que precisa ser ampliado. Uma taxa considerada mais robusta seria de 0,50% a 1,00%. Há países que estão investindo pesadamente nesse tipo de vigilância, como o Reino Unido, com 10% das amostras sequenciadas.

A Dasa realizou até agora mais de 800 mil testes positivos para Covid-19 (5% dos mais de 15 milhões registrados no Brasil até agora). Essa representatividade alta para uma única rede de laboratórios permite à empresa contribuir para a vigilância genômica do país, dizem os coordenadores do projeto.

No trabalho a ser feito pela Dasa, as amostras a serem analisadas serão primeiro enviadas de vários pontos do país a um centro de processamento que a empresa possui em Barueri (SP), para preparação. Depois, serão encaminhadas para um centro de sequenciamento do grupo perto do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), que tem equipamento de alta capacidade.

— Existe uma capacidade de processar entre 300 e 1000 amostras de vírus em numa corrida de 48 horas, depois de as amostras serem separadas — afirmou em entrevista coletiva José Eduardo Levi, virologista e coordenador de Pequisa e Desenvolvimento da Dasa.

O trabalho da empresa será supervisionado por um conselho científico com cientistas de várias universidades públicas do Brasil. Depois de prontos, os dados dos genomas serão enviados ao repósitorio público GISAID, que está armazenando informações genéticas do Sars-CoV-2 do mundo todo.

Segundo a empresa, os dados das amostras de genomas do vírus não terão informações clínicas dos pacientes, para permitir que sejam compartilhados rapidamente sem necessidade de consentimento. O projeto já foi sancionado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Em um segundo momento, a Dasa planeja lançar um outro projeto, para ajudar a investigar as implicações clínicas de diferentes variantes do vírus, mas essa pesquisa demorará mais a sair, porque requer consentimento dos pacientes para coleta de amostras, mesmos que seus nomes permaneçam anônimos.

Um dos objetivos dos pesquisadores no projeto será ajudar cientistas a entenderem, por exemplo, se a variante P.1 é mais agressiva para o organismo humano. Já se sabe que ela é mais transmissível, mas ainda não há conclusão sobre se ela contribui para o grau de severidade da doença.

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