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Lúcia Menezes: de revelação infantil na rádio de Itapipoca a cantora de ‘coisas delicadas’

Natália Boere
·2 minuto de leitura

RIO — Ela não era filha do prefeito, nem do juiz, nem do médico, nem do padre da cidade, como gosta de frisar. Mas, aos 4 anos, Lúcia Menezes foi vencedora do concurso de melhor voz infantil da Radiadora do Cafita de Itapipoca, uma rádio comunitária de sua terra natal, no Ceará. E era essa mesma doçura que carrega da infância que a cantora queria deixar transparecer em seu novo disco, “Até que alguém me faça coro pra cantar na rua”, cujo título é inspirado em um verso da música “Um chorinho”, de Chico Buarque, relida por ela. O álbum, disponível nas plataformas digitais, ficou guardado, como uma joia, desde o fim de 2019. Lucinha, como é conhecida, esperava um momento oportuno para lançá-lo quando veio a pandemia.

— Queria falar de coisas boas, bonitas e delicadas. Aí veio a pandemia. Esperei o ano de 2020 terminar, achava que essa loucura toda ia acabar, mas vi que não. E queria passar alegria para as pessoas que estavam em casa. Porque ninguém está podendo cantar na rua. E estamos esperando por isso — explica a cantora, radicada no Rio desde 2002 e moradora do Leblon.

O disco, produzido por José Milton e com arranjos de Cristóvão Bastos e João Lyra, traz 13 faixas, entre sambas, choros, cirandas, ranchos, toadas e baiões, como “Quando a égua esfrega o bode”, composta pelo filho mais velho de Lucinha, o cordelista Eduardo de Menezes Macedo. Ela ainda traz uma releitura de “E bateu-se a chapa”, sucesso na voz de Carmen Miranda, uma das artistas que mais admira:

— Queria ter nascido naquela época e cantado com ela. Foi Carmen Miranda quem ensinou os brasileiros a cantar com ginga, fez isso como ninguém.

Outro artista que estará sempre no coração de Lucinha é Belchior, a quem dedicou um dos “lados” do seu primeiro LP, “Divina comédia humana”, de 1991 (o outro trazia releituras de sucessos de Fagner). Foi ela quem cantou pela primeira vez em público uma música do compositor, então estudante de Medicina, aluno de um dos irmãos de Lucinha e colega de outro. Tinha 12 anos quando apresentou “Espacial” no IV Festival da Música Popular do Ceará, em 1968.

— Nasci cantando. Era o meu destino — afirma.

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