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Líder indígena Yaku Pérez volta a pedir recontagem de votos no Equador

·2 minuto de leitura
O líder indígena equatoriano e candidato presidencial esquerdista Yaku Perez participa de uma marcha de povos originários contra as alegações de fraude que o vetaram da disputa do segundo turno em Salcedo, Equador, 22 de fevereiro de 2021

O líder indígena Yaku Pérez entrou com um recurso no Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) insistindo na recontagem de 50% dos registros eleitorais da votação de 7 de fevereiro no Equador, depois de ficar de fora do segundo turno por uma diferença pequena.

"Exigimos que seja invalidada a famigerada resolução emitida pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de abrir apenas 31 atas inconsistentes das 20.050" com pressupostos erros, disse Pérez à imprensa após apresentar o recurso no TCE, corte responsável por julgar e fazer cumprir as normas eleitorais.

Na sexta-feira, a CNE, entidade que organiza as eleições, concordou em contabilizar 31 atas eleitorais (de um total de 39.000 no país) em oito províncias, de forma que Pérez conquistou mais 612 votos. No entanto, isso não alterou o percentual obtido pelo candidato do Pachakutik, braço político do movimento indígena.

"Isso é escandaloso, isso é um tapa na cara, isso é um escárnio com a inteligência dos equatorianos que pensavam que a CNE atuaria de acordo com a lei, a justiça, a transparência", declarou o líder indígena.

Pérez obteve 19,39% dos votos e ficou em terceiro lugar, atrás do ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso, que alcançou 19,74%.

Lasso disputará a votação de 11 de abril com o economista de esquerda Andrés Arauz, o herdeiro político do ex-presidente socialista Rafael Correa, que venceu o primeiro turno com 32,72% dos votos.

Pérez havia pedido à CNE que que comparasse em cerca de 20.000 registos eleitorais o número de eleitores entre as diferentes autoridades eleitas nas eleições gerais, o que foi declarado "improcedente" pela organização.

Além disso, ele pediu para que fossem revisadas em mais 7.000 atas inconsistências numéricas nos votos e a falta de assinaturas. Desses, 31 foram revisados.

O líder indígena perdeu por apenas 32.600 votos sua vaga na disputa em que será eleito o sucessor do presidente Lenín Moreno, que deixará o cargo no dia 24 de maio.

Marlo Santi, coordenador nacional do Pachakutik, disse à imprensa que o partido "esgotou todos os mecanismos da CNE", por isso, recorreu ao tribunal.

"Só pedimos às instituições de justiça, como o Tribunal Contencioso Eleitoral, que orientem a transparência no Equador", comentou Santi.

pld/yow/ic/mvv