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Líder do governo reconhece que reforma administrativa pode ficar para 2020

Matheus Schuch

Segundo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), pauta do Congresso está muito densa O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), reconheceu nesta terça-feira que a reforma administrativa poderá ficar para o ano que vem. Segundo o senador, a pauta do Congresso já está “muito densa”, e isso poderá atrapalhar a tramitação.

“O que está pegando é que tem muita coisa a ser deliberada dentro do Congresso Nacional. Então está se avaliando se conseguimos dar maior velocidade nas matérias que já estão no Congresso e eu destaco a PEC da emergência fiscal”, afirmou, na saída do Palácio do Planalto.

Bezerra destacou também a necessidade de finalizar a tramitação o quanto antes da chamada PEC paralela, que inclui Estados e municípios na reforma da Previdência.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro havia dito que aguarda um melhor clima político para encaminhar a reforma administrativa ao Congresso.

Bezerra afirmou ainda que haverá esforço para finalizar ainda neste ano a votação do projeto que facilita a participação da iniciativa privada no setor de saneamento.

“O que nós estamos tentando avaliar, que tem um interesse muito grande por parte do governo, é se a Câmara poderá concluir a votação do marco regulatório do saneamento, isso é muito importante nós conseguirmos votar neste ano”, afirmou, na saída do Palácio do Planalto.

“O governo tem trabalhado através de suas lideranças na Câmara para que a matéria possa chegar ao Senado e, se chegar em tempo, para que a gente possa concluir a votação.”

A matéria enfrenta resistência, especialmente nas bancadas das regiões Norte e Nordeste do país. A oposição promete obstruir as votações para dificultar a aprovação do texto.