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Lá vamos nós de novo: cancelamentos em NY, alta de casos Covid

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(Bloomberg) -- A cidade de Nova York parece não ser páreo para a convergência das variantes delta e ômicron, apesar de ter algumas das restrições mais duras contra Covid-19 e as taxas de vacinação mais altas nos EUA.

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No momento em que a cidade estava ficando mais lotada e escritórios vazios começavam a diminuir, uma reviravolta deixou as pessoas novamente nervosas. Os novos casos do vírus estão em um pico desde janeiro. As empresas estão pedindo para que trabalhadores fiquem em casa, as salas de aula estão fechando e os postos de testagem têm longas filas. Shows e restaurantes da Broadway também estão fechando à medida que faltam funcionários e surtos de Covid surgem pela cidade na época mais movimentada do ano para o turismo.

“Nunca vimos isso em Nova York”, disse Jay Varma, consultor de saúde pública do prefeito Bill de Blasio, no Twitter. “Testes positivos dobrando em três dias.”

De fato, 7,8% dos casos da cidade tiveram resultados positivos em 12 de dezembro, ante 3,9% em 9 de dezembro, de acordo com dados da cidade. Muitos desses casos são leves e as hospitalizações e mortes estão longe do nível visto nos primeiros dias da pandemia. Mas as hospitalizações também estão aumentando rapidamente e mais do que dobraram desde o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.

Apenas algumas semanas atrás, a delta representava quase todos os casos sequenciados na área de Nova York. Mas a ômicron, que parece ser muito mais transmissível do que as variantes anteriores, cresceu rapidamente para representar 13% dos casos da região, segundo estimativa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

De Blasio, que já exigia vacinas para ingressar em restaurantes e atrações turísticas, e as tornou obrigatórias para trabalhadores da cidade, agora está expandindo o pedido para empresas privadas a partir de 27 de dezembro. A governadora Kathy Hochul começou a exigir máscaras em todos os locais públicos fechados que não exigem comprovante de vacinação de Covid-19 e pediu outro milhão de testes para enviar às comunidades necessitadas.

O estado de Nova York relatou 18.276 novos casos de Covid em 15 de dezembro -- o terceiro maior número já registrado -- incluindo 8.318 na cidade de Nova York.

O impacto é visto nas escolas públicas da cidade, o maior sistema dos EUA com cerca de um milhão de alunos. Entre o início das aulas e o final de novembro, houve três fechamentos de escolas e cerca de 2.500 fechamentos de salas de aula, de acordo com dados da Secretaria de Educação da cidade. A cidade já fechou seis escolas inteiras e 4.200 salas de aula.

Jefferies Financial Group, Citigroup e o Banco de Montreal disseram aos funcionários para trabalharem de casa. JPMorgan Chase & Co. começou a exigir vacinas na entrada em sua sede em Manhattan e mudou sua conferência anual de saúde de janeiro para o modelo online.

A Broadway, que ficou fechada por 18 meses e foi reaberta apenas em setembro, cancelou várias exibições esta semana por causa de casos de Covid-19, incluindo “Hamilton”, “Tina” e “Mrs. Doubtfire”.

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