Mercado fechado
  • BOVESPA

    122.038,11
    +2.117,50 (+1,77%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.249,02
    +314,11 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,82
    +0,11 (+0,17%)
     
  • OURO

    1.832,00
    +16,30 (+0,90%)
     
  • BTC-USD

    58.704,52
    +1.662,96 (+2,92%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.480,07
    +44,28 (+3,08%)
     
  • S&P500

    4.232,60
    +30,98 (+0,74%)
     
  • DOW JONES

    34.777,76
    +229,23 (+0,66%)
     
  • FTSE

    7.129,71
    +53,54 (+0,76%)
     
  • HANG SENG

    28.610,65
    -26,81 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    29.357,82
    +26,45 (+0,09%)
     
  • NASDAQ

    13.715,50
    +117,75 (+0,87%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3651
    -0,0015 (-0,02%)
     

KRUPS: conheça o sistema que poderá trazer pequenas cargas úteis da ISS à Terra

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Quando um objeto cruza a atmosfera da Terra em alta velocidade, ele pode atingir temperaturas acima de 1.900 °C. Ou seja: naves de transporte de cargas vindas da Estação Espacial Internacional (ISS) precisam ter uma estrutura bastante robusta para "sobreviver" à reentrada. Pensando em facilitar essa atividade espacial, um grupo de pesquisadores da Universidade de Kentucky vem trabalhando em um sistema de entregas espaciais que seja capaz de transportar pequenas cargas úteis da ISS de maneira mais rotineira — e, claro, com a segurança de manter os experimentos intactos em altas temperaturas.

O sistema Kentucky Reentry Universal Payload System (KRUPS) é revestido por um material de proteção térmica capaz de suportar as altas temperaturas que as naves atingem ao cruzar a atmosfera da Terra. Por enquanto, o sistema vem sendo pensado para ser usado na ISS, mas, futuramente, o KRUPS pode se tornar uma maneira mais barata e fácil de enviar pequenas cargas úteis para outros planetas.

O envólucro de metal ao redor da cápsula se abre para liberá-la em uma alta apropriada (Imagem: Reprodução/Universidade de Kentucky)
O envólucro de metal ao redor da cápsula se abre para liberá-la em uma alta apropriada (Imagem: Reprodução/Universidade de Kentucky)

No último dia 15 de abril, a equipe testou o KRUPS através de um balão de alta altitude, da Near Space Corporation. O equipamento, com pouco mais de 27 centímetros de diâmetro, atingiu uma altitude aproximada de 30 km. O teste foi realizado graças ao financiamento do programa Flight Opportunities, da NASA — e agora os pesquisadores avaliam os dados coletados durante o voo.

Teste de voo com o KRUPS (Imagem: Reprodução/Near Space Corporation)
Teste de voo com o KRUPS (Imagem: Reprodução/Near Space Corporation)

Apesar de o KRUPS não ter sido submetido a altas temperaturas durante o teste, ele forneceu dados fundamentais para a elaboração dos próximos passos do projeto. Ainda neste ano, três unidades serão enviadas transportando pequenas cargas para a ISS, a bordo da espaçonave Cygnus, da Northrop Grumman. Quando a próxima remessa de lixo da estação for liberada para se queimar ao entrar na nossa atmosfera, as cápsulas KRUPS estarão junto a essa carga. Com isso, a equipe espera que elas sobrevivam à reentrada, avaliando as condições do material de proteção térmica avançada (TPS).

Unidade KRUPS livre do invólucro metálico (Imagem: Reprodução/Universidade de Kentucky)
Unidade KRUPS livre do invólucro metálico (Imagem: Reprodução/Universidade de Kentucky)

O teste com o balão foi importante para testar os sistemas de comunicação da equipe com a cápsula KRUPS, deixando tudo certo para os testes seguintes. Alexander Martin, o principal pesquisador do projeto, diz: “testar nossos sistemas de comunicação garante que obteremos os dados TPS de que precisamos em uma missão orbital de risco muito mais alto”.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: