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Kojima considera sequência de Death Stranding, mas apenas se feita “do zero"

Rafael Arbulu

Hideo Kojima até pensa em fazer uma sequência para Death Stranding, seu mais recente sucesso, lançado no início de novembro. A única condição que ele estabelece, porém: não seria uma sequência.

Em entrevista ao site americano Vulture, o lendário designer de jogos disse que, na eventualidade de um Death Stranding 2, ele preferiria desenvolver uma história exclusiva, com seus próprios elementos narrativos e de jogabilidade, sem necessariamente seguir o enredo ou os fatos apresentados no primeiro jogo.

“Dentro da sala verde da galeria, a conversa se silencia após Kojima falar sobre sua mãe, então mudamos de assunto para [Norman] Reedus. Kojima discute [a possibilidade de] trabalhar com o ator novamente, talvez em uma sequência de Death Stranding — mas se ele fosse criar algo do gênero, ele iria ‘começar do zero’”, diz a matéria. Norman Reedus (o Daryll Dixon da série The Walking Dead) fez a captura de movimentos e expressões faciais, além de ceder a sua voz ao personagem Sam Bridges, o protagonista do jogo.

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Hideo Kojima, sobre uma sequência para  Death Stranding: "Somente se eu pudesse começar tudo do zero"

Diante dessa afirmação, não é estranho especular que um Death Stranding 2 até fosse ambientado no mesmo universo do primeiro jogo, porém protagonizado por outro personagem ou apenas compartilhando fatos e arcos mais abrangentes. Essa prática é relativamente comum dentro do universo dos videogames e um bom exemplo disso é a franquia Darksiders, com cada jogo tomando por ambientações enredos paralelos ao título original (Darksiders 2 se passa em paralelo ao primeiro jogo, Darksiders 3 e Genesis se passam antes dos eventos originais e assim por diante). Kojima, por suas próprias palavras, poderia ir além, destoando completamente em um eventual segundo jogo do primeiro.

Death Stranding é protagonizado pelo personagem Sam Bridges, vivido pelo ator americano Norman Reedus (Imagem: Divulgação/Sony) 

Quanto à parte da mãe do desenvolvedor, a matéria do Vulture também esclarece: quando Hideo Kojima deixou a KONAMI, onde se tornou famoso por criar franquias como Metal Gear e Zone of the Enders, ele não havia contado à sua mãe que inaugurou o próprio estúdio — Kojima Productions — nem que havia firmado parceria com a Sony. “Eu pensei ‘Vou contar à ela quando eu tiver um pouquinho mais de sucesso’. Não queria vê-la preocupada”. Lamentavelmente, a mãe do designer faleceu antes do lançamento do jogo, então ele se arrepende de nunca ter tido essa conversa.

“Os fantasmas do jogo — talvez meus pais sejam alguns deles, me olhando neste mundo. Eu queria que [o jogo] tivesse esse tipo de metáfora, a de que, dentro de você, existe uma conexão com as pessoas que já se foram”, ele disse na entrevista.

O Canaltech teve a oportunidade de analisar Death Stranding pouco antes de seu lançamento. Em nosso review, o redator Felipe Demartini disse: “O que temos em mãos é algo impressionante e, a seu modo, diferente, ainda que apoiado em alicerces reconhecidos e múltiplas referências. Vamos deixar que o tempo, porém, solidifique o potencial disruptivo e inovador de Death Stranding, pois mesmo após dezenas de horas com ele, ainda há muito mais o que absorver, pensar e, principalmente, mudar”.

Fonte: Canaltech

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