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Knights of the Deep: conheça o jogo de luta brasileiro com lagostas

Os oceanos podem esconder muitos mistérios, inclusive lagostas que caem na porradaria. Essa é a temática de Knights of the Deep: um jogo de luta multiplayer entre crustáceos. O título está sendo produzido pelo estúdio brasileiro Prima Materia, de Porto Alegre (RS). Ao todo, o projeto foi criado por três pessoas, mais a participação eventual de outros poucos colaboradores.

“Por que não?”. Essa foi a resposta de Thiago Cancian, um dos desenvolvedores, ao ser questionado sobre a escolha de lagostas. “Num dia, eu assisti a um vídeo no YouTube que mostrava uma arte conceitual de duas lagostas brigando. Eu perguntei pro Rafa [Rafael Brum, outro desenvolvedor] se uma lagosta ficaria bonita na Unreal Engine, e ficou. Nossa lagosta ficou carismática”, diz.

A partir daí, a equipe estudou a fundo esses animais. “Li como ele se reproduz, o que ele come, até o que ele caga. Depois, devorei dois livros de quase 400 páginas”, contou Brum. “Antes, eu nem gostava do bicho; depois, fiquei apaixonado."

Ao iniciar a partida, jogadores escolhem um dos vários 16 crustáceos — não tem só lagosta! — e partem para a pancadaria em uma arena. Quando um jogador é derrotado, ele pode voltar à arena mais uma vez e escolher um novo personagem (e até a cor predominante dele). Ganha quem fizer mais pontos até a rodada acabar.

“É uma mistura de Dark Souls com Smash Bros.”, diz Thiago. De um lado, temos um combate frenético e repleto de opções de ataque, defesa e esquiva; de outro, o caos generalizado e vários power ups. Também é possível utilizar armas como fuzis M16, bazucas, rifles ou um martelo, por exemplo — armas não muito usuais para animais marítimos, convenhamos. É um game que, apesar de abraçar a galhofa, tem mecânicas sólidas e robustas; embora tenha uma pegada party, também é um jogo de luta completo.

Jogo fez sucesso no BIG Festival

Até a HUD (barras que representam vida e energia) é semelhante à de Dark Souls (Foto: Divulgação/Prima Materia)
Até a HUD (barras que representam vida e energia) é semelhante à de Dark Souls (Foto: Divulgação/Prima Materia)

Caso você tenha ido ao BIG Festival 2022, que aconteceu no mês de julho no São Paulo Expo, talvez tenha passado pelo estande do jogo. Os desenvolvedores realizaram um campeonato em plena feira, com premiações em dinheiro de até mil reais. “Nós tiramos a grana do nosso bolso”, revelou Cancian.

A ideia deu certo: formou-se uma aglomeração de crianças, jovens e adultos em volta do videogame, e eles comemoravam em alto volume a cada vitória. “Teve um gurizinho de 5 anos que só parou de jogar porque foi arrastado pelo pai”, conta, aos risos.

“Sempre quisemos fazer um jogo com o potencial de juntar as pessoas. Nesses games multiplayer online que existem por aí, há muitas camadas de matchmaking [quando o sistema encontra outros jogadores para jogar com você], pessoas de mal com a vida. Nossa visão é que os jogos têm que ser divertidos, saudáveis e amigáveis, e acho que estamos conseguindo fazer isso”, ressalta Cancian.

Beta está disponível no Steam

Jogo ficará de graça até o fim do ano, garantem desenvolvedores (Foto: Divulgação/Prima Materia)
Jogo ficará de graça até o fim do ano, garantem desenvolvedores (Foto: Divulgação/Prima Materia)

O game vem sendo desenvolvido há um ano e meio, mas a produção passou por alguns percalços pelo caminho: o game foi recriado do zero por ser “complicado demais”. Até o título ser lançado para o público, foram mais de 500 horas de testes internos, afirma a equipe.

Knights of the Deep já tem uma versão beta gratuita para PC via Steam. Para experimentar, basta solicitar um código de acesso no servidor oficial do jogo no Discord aqui. É possível pedir várias chaves diferentes e distribuí-las entre amigos. O título tem multiplayer local para até 4 pessoas, e online para até 16.

A ideia é que o game seja finalizado até o fim do ano, e que um ou dois personagens novos sejam adicionados todo mês, além de itens e mecânicas. “Em breve, vai ter o camarão mago, o camarão sniper e muito mais”, diz Cancian.

Fonte: Canaltech

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