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Klonoa: conheça a história do mascote da Bandai Namco

Na década de 1990, o gênero de jogos de plataforma estava em boa forma. O Sonic, da SEGA, corria, o Mario, da Nintendo, entrava e saia de canos enquanto, no Ocidente, o marsupial Crash corria atrás de Wumpa. Com o mercado de mascotes dos games tão aquecido, a Bandai Namco resolveu lançar seu próprio bichinho em jogo de plataforma: Klonoa.

Você pode nunca ter ouvido falar de Klonoa, mas ele estava lá há 25 anos atrás. Em 1997, a então chamada Namco apostava em uma espécie de gato antropomórfico com poderes de vento para bater de frente com os maiores mascotes digitais do mercado. A publicadora já contava com Pac-Man no catálogo, mas parecia improvável render bons jogos de plataforma com a bola amarela.

Foi então que a Namco apostou no projeto do designer Hideo Yoshizawa e lançou Klonoa: Door to Phantomile para o primeiro PlayStation no Natal de 1997. A aventura é similar aos jogos do Mario e Sonic, ao mesmo passo que emprega novidades na jogabilidade que afasta Klonoa dos concorrentes.

Jogabilidade

A principal diferença é o investimento da franquia mais em quebra-cabeças do que em aventura. A jogabilidade de Klonoa envolve o anel do protagonista que dispara balas de vento. O ataque faz Klonoa prender inimigos no ar, que podem ser jogados em objetos ou ainda no chão, dando-lhe um impulso e servindo como um pulo duplo.

O personagem vai perder pontos de saúde ao tentar pular em inimigos como o Mario, mas pode usar um monstro capturado com o anel para alcançar lugares mais altos ou ainda apertar um botão e abrir um caminho secreto. Diferentes inimigos, dão diferentes poderes de pulo para Klonoa, que pode até voar com determinadas espécies de monstros capturadas.

Klonoa possui apenas dois comandos, um para pular e outro para usar o anel especial do protagonista. O carismático e divertido jogo de plataforma ganha forma e é reconhecido pela sua criatividade, ao criar diferentes aplicações para os botões, com um design de nível que deixa muitos concorrentes para trás.

Jogabilidade de Klonoa é baseada no uso de monstros como plataforma. (Imagem: Divulgação/Bandai Namco)
Jogabilidade de Klonoa é baseada no uso de monstros como plataforma. (Imagem: Divulgação/Bandai Namco)

Enredo

Ao lado de Crash, Klonoa: Door to Phantomile é um dos primeiros exemplos de um jogo 3D side-scrolling, ou seja, com mapas exploráveis em duas dimensões, mas construídos em três. É possível explorar a profundidade das fases, mas não ao mesmo tempo que o jogador anda lateralmente, andando na diagonal, por exemplo. Ou seja, você sempre estará andando em 2D com Klonoa, mas em mapas construídos com rotas em 3D.

A franquia conta a história de Klonoa e o trabalho do protagonista como um viajante dos sonhos que deve salvar qualquer mundo que esteja em perigo. O gatinho usa roupas infantis e tem o Pac-Man na lateral de seu chapéu azul. Apesar do clima colorido e o começo bastante leve, a trama de Klonoa fica mais densa e até sombria ao decorrer da aventura. Sem spoilers, o jogo marca até mesmo a morte de um dos personagens mais carismáticos.

A voz de Klonoa, interpretada nos games originais por Kumiko Watanabe, tem bordões comuns nesse tipo de jogo. O gatinho exprime a onomatopeia “Magya” quando perde algum ponto de vida e “Wahoo” no final de cada fase.

Mundos de Klonoa são coloridos e carismáticos. (Imagem: Divulgação/Bandai Namco).
Mundos de Klonoa são coloridos e carismáticos. (Imagem: Divulgação/Bandai Namco).

Quantos jogos de Klonoa existem?

Ao longo dos seus 25 anos, Klonoa ganhou nove jogos diferentes. Após a estreia de Door to Phantomile em 1997, a Namco investiu em Moonlight Museum, um jogo totalmente 2D para Game Boy Advance.

A série continuou com o derivado Empire of Dreams e a sequência Klonoa 2: Lunatea 's Veil em 2001. O mascote ganhou ainda um game esportivo com Beach Volleyball (2002) e duas novas sequências focadas em ação com Dream Champ Tournament e Klonoa Heroes.

Boa parte da biblioteca recente de Klonoa nunca saiu do Japão. Em 2009, a Bandai Namco investiu em um remake do primeiro jogo para Nintendo Wii com altas expectativas de venda. A publicadora aguardava uma comercialização combinada de 900 mil cópias de Klonoa, Moto GP e Seven, mal alcançando 290 mil unidades vendidas no Japão.

O desempenho fez a Bandai Namco empurrar a franquia no penhasco do esquecimento. Treze anos após o lançamento para Nintendo Wii, o viajante dos sonhos voltou. O ano de 2022 marcou o aniversário de 25 anos da saga e o lançamento de Phantasy Reverie Series, uma coletânea com os dois primeiros jogos de Klonoa remasterizados para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X, Xbox Series S, Nintendo Switch e PC (via Steam).

Klonoa Phantasy Reverie Series traz de volta Klonoa: Door to Phantomile e Klonoa 2: Lunatea 's Veil com resolução 4K e a 60 quadros por segundo. Além do ajuste gráfico, os jogos ganharam um novo modo de dificuldade, mais fácil, e aprimoraram o modo cooperativo de dois jogadores.

Quem criou Klonoa?

Hideo Yoshizawa é o responsável por dirigir os primeiros jogos de Klonoa. Yoshizawa trabalhava na Namco desde 1992 e, antes do mascote, participou do desenvolvimento de Super Family Tennis, do Super Nintendo, e também de um jogo baseado no mangá de Yu Yu Hakusho.

Yoshizawa não ficou mundialmente conhecido por Door to Phantomile, mas sim por seu trabalho posterior: Ninja Gaiden, de 1998. Em entrevistas, o designer chegou a dizer que a ideia inicial era que Klonoa tivesse muito de Ninja Gaiden, com um maior foco da jogabilidade na ação.

“No começo, Klonoa era muito parecido com Ninja Gaiden. Com o foco no jogador atacando e matando inimigos. Mas, depois que o salto duplo foi desenvolvido, a direção de todo o jogo mudou para não apenas matar os inimigos, mas movê-los e usá-los para avançar na história”, contou Yoshizawa em entrevista ao site 1Up.

Klonoa ainda tem um grande foco na luta contra chefões, ocorrendo a cada duas fases, mas tem o coração em outro lugar. O game é uma história de um protagonista que luta por seus sonhos e agora pode voltar com tudo.

Com informações de: 1Up e Spong

Fonte: Canaltech

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