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Klabin tem prejuízo de R$ 198,9 milhões no terceiro trimestre

Stella Fontes
·5 minuto de leitura

A desvalorização do real teve efeito negativo na dívida expressa em moeda estrangeira e na marcação a mercado de derivativos Imagem Valor Econômico A Klabin confirmou as expectativas de forte resultado operacional no terceiro trimestre, sustentado principalmente pela maior exposição da companhia a setores cuja demanda foi impulsionada pela pandemia de covid-19. A desvalorização do real, porém, teve efeito negativo na dívida expressa em moeda estrangeira e na marcação a mercado de derivativos, com impacto líquido negativo de R$ 524 milhões. Com isso, a companhia encerrou o intervalo com prejuízo líquido de R$ 198,9 milhões, comparável a lucro de R$ 215,2 milhões um ano antes. De julho a setembro, a receita líquida da Klabin subiu 25%, a R$ 3,11 bilhões, com crescimento em todas as linhas de negócio da companhia. O volume total de vendas, excluindo madeira, teve alta de 14%, a 910 mil toneladas. Já o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, por sua vez, recuou 12% na mesma comparação, para R$ 1,23 bilhão. O resultado do terceiro trimestre do ano passado incorpora R$ 620 milhões referentes à exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS e Cofins desde abril de 2002 e, se desconsiderado esse item extraordinário, o Ebitda teria saltado 59% em um ano. No trimestre, o fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 600 milhões, comparável a uso de caixa de R$ 358 milhões um ano antes. Sem considerar dividendos e projetos de expansão, o fluxo de caixa foi positivo em cerca de R$ 1,8 bilhão. Por outro lado, o resultado financeiro da companhia ficou negativo em R$ 1,07 bilhão, refletindo sobretudo o impacto negativo da desvalorização de 3% do real frente ao dólar entre a abertura e o fechamento do trimestre. Em setembro, a dívida líquida da Klabin estava em R$ 21 bilhões, estável frente a junho. A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em reais, ficou em 4,6 vezes em setembro, comparável a 4,4 vezes três meses antes. Em dólar, esse índice passou de 3,6 vezes para 4 vezes. Maior volume de vendas A maior contribuição para receita líquida da Klabin veio da celulose, cujas vendas estão integralmente atreladas ao dólar, e do melhor mix de fibra vendida no intervalo. Conforme a companhia, o reajuste de preços aplicado no mercado doméstico para papéis e embalagens também contribuiu para o desempenho positivo. O maior volume de vendas de celulose, o impacto positivo da desvalorização do real e o aumento das vendas de fibra longa e fluff, cujo comportamento de preços foi melhor do que o da fibra curta, impulsionaram a receita dessa unidade. De julho a setembro, a receita total da companhia com celulose cresceu 45% na comparação anual, para R$ 1,05 bilhão. Frente ao segundo trimestre, a alta foi de 3%. A produção de celulose da Klabin, por sua vez, cresceu 20% frente ao terceiro trimestre de 2019, quando houve parada geral para manutenção em Ortigueira (PR), e 1% ante o trimestre imediatamente anterior, para 415 mil toneladas. As vendas em volume subiram 22% na comparação anual, a 398 mil toneladas, e 5% ante o segundo trimestre. Em 12 meses, a produção de celulose da Klabin alcançou 1,6 milhão de toneladas, acima da capacidade nominal de 1,5 milhão de toneladas em Ortigueira. Já o custo caixa de produção de celulose totalizou R$ 761 por tonelada, com alta de 6% na comparação anual. Esse aumento é explicado por despesas superiores com soda cáustica, gastos extraordinários associados à estiagem no Paraná e gastos relacionados a paradas para manutenção. Diante disso, o custo caixa unitário total da companhia ficou em R$ 2.060 por tonelada no trimestre. Sem considerar o ganho de R$ 620 milhões no terceiro trimestre do ano passado referente a uma decisão judicial favorável à exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS e Cofins, houve queda de 2,7% nessa linha. Vendas de papeis O volume de vendas de papéis da Klabin no terceiro trimestre alcançou 295 mil toneladas, alta de 7% na comparação anual, com destaque para a melhora das vendas de cartões no mercado doméstico quanto e maior exportação de kraftliner. De julho a setembro, a companhia comercializou 111 mil toneladas de kraftliner, com alta de 17% ante o mesmo período de 2019, mais do que compensando os preços ainda inferiores desse tipo de papel na Europa — frente ao segundo trimestre, houve ligeira recuperação dos preços Para US$ 677 a tonelada, segundo a Fastmarkets Foex. As exportações de kraftliner cresceram 34% na comparação anual, para 62 mil toneladas, mas recuaram 16% frente ao segundo trimestre, com o maior direcionamento de produtos para o mercado doméstico. As vendas de cartões, por sua vez, seguiram em alta, em particular no mercado doméstico. Na comparação anual, o volume vendido internamente subiu 15%, a 116 mil toneladas. A receita líquida de cartões também cresceu 15%, a R$ 754 milhões, beneficiada pelo câmbio e mudança nos padrões de consumo na esteira da pandemia de covid-19. Na unidade de embalagens, a Klabin acompanhou o forte desempenho do mercado brasileiro, com alta de 10% nas vendas em volume, na comparação anual, a 217 mil toneladas, e de 17% em receita, para R$ 911 milhões. Conforme a companhia, o aumento no consumo de bens não-duráveis foi mais percebido no início da pandemia. Após a liberação do auxílio emergencial, também há retomada no consumo de bens duráveis. A Klabin informou ainda que “vem se esforçando para atender um mercado altamente demandado no segundo semestre de 2020”.