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Kirchner e Lula defendem renovação da política e reconstrução da unidade latino-americana

·2 minuto de leitura
Cristina Kirchner e Lula, 9 de dezembro de 2016 en São Paulo

Os ex-presidentes Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva destacaram a necessidade de renovar o debate político para enfrentar "os novos direitos" e reconstruir a unidade latino-americana, com o lançamento de um seminário virtual sobre política externa regional nesta sexta-feira (14).

No marco da assinatura de um acordo de cooperação entre o Instituto Pátria, da Argentina, e o Instituto Lula, a ex-presidente argentina (2007-2015), hoje vice-presidente, instou a “quebrar os moldes em que se discute e se dirige os novos desafios" apresentados pela pandemia de covid-19.

“A política vai ser necessária mais do que nunca diante das novas direitas que procuram abolir a política. É fundamentalmente necessário que nos estimulemos a novos pensamentos, novas ideias, novas associações, novas cooperações”, declarou Kirchner.

A ex-presidente argentina apelou aos militantes e líderes para "um debate político sério e profundo, sem dogmatismos".

O acordo de cooperação entre os dois institutos começará com um seminário virtual de cinco sessões intitulado "Um projeto comum: integração e soberania".

Kirchner lembrou que em 2016, após deixar o governo, fundou o Instituto Pátria, de pensamento e debate político, inspirado no Instituto Lula.

Por sua vez, o ex-presidente brasileiro (2003-2010) destacou o acordo entre os dois institutos, que visa "formar politicamente os futuros líderes (...) e mostrar que é possível construir outra América do Sul, outra América Latina".

Lula classificou o período em que ele e Dilma Rousseff governaram o Brasil, Hugo Chávez a Venezuela, Néstor e Cristina Kirchner a Argentina, Ricardo Lagos e Michèle Bachelet o Chile, Tabaré Vázquez e José Mujica o Uruguai, Fernando Lugo o Paraguai, Evo Morales a Bolívia e Rafael Correa o Equador como o "melhor momento da América Latina".

“Foi um momento maravilhoso, de esperança, de luz, um momento em que pudemos acreditar que nosso continente poderia construir um bloco forte, político, econômico e com uma cultura latino-americana”, afirmou.

“Infelizmente os golpes mais uma vez destruíram nossos sonhos. Mas mesmo assim não desanimamos, estamos nos recuperando”, acrescentou Lula, que não descarta se candidatar novamente à presidência nas eleições de 2022.

“Dias melhores virão e finalmente poderemos construir a grande pátria, a grande América do Sul”, concluiu o petista.

ls/dg/am

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