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Kingston detalha novidades das memórias DDR5 e frisa importância do Brasil

·7 min de leitura

Aproveitando a estreia da 12ª geração de processadores Alder Lake da Intel, a Kingston oficializou nesta semana seu primeiro kit de memórias baseadas no novo padrão DDR5. Certificados pela própria Intel, os módulos combinam os recursos tradicionalmente oferecidos pela fabricante, combinados às maiores velocidades e recursos únicos fornecidos pelo novo protocolo.

Para falar sobre a nova era das memórias, o Canaltech entrevistou o gerente de tecnologia da Kingston Brasil, Iuri Santos, que destacou as novidades que os consumidores podem esperar das memórias DDR5, bem como o futuro da tecnologia estreante e a importância do mercado brasileiro para a Kingston.

Melhorias das memórias DDR5 sobre soluções DDR4

A entrevista começa com uma discussão sobre as principais vantagens que as memórias DDR5 têm sobre os módulos DDR4 amplamente adotados atualmente. O gerente de tecnologia destaca como a novidade traz mudanças profundas sobre a geração passada, trazendo diversos circuitos antes integrados às placas-mãe, como os controladores de voltagem, para os módulos, bem como a possibilidade de armazenar perfis de frequência e mais.

Uma das grandes novidades das memórias DDR5 é a integração de circuitos como o controlador de voltagem diretamente nos módulos (Imagem: Divulgação/Kingston)
Uma das grandes novidades das memórias DDR5 é a integração de circuitos como o controlador de voltagem diretamente nos módulos (Imagem: Divulgação/Kingston)

Iuri Santos também reforça como a eficiência e a estabilidade são os principais objetivos do novo protocolo, fornecendo de fábrica velocidades significativamente maiores que as soluções DDR4 sem ser necessário a escolha dos melhores chips durante a fabricação, processo conhecido como binning, ou mesmo overclocking agressivo.

Logo de cara, as memórias DDR5 vão oferecer 50% mais velocidade que os módulos DDR4, atingindo 4.800 MT/s de fábrica, contra 3.200 MT/s. Além disso, há diversos novos circuitos integrados que antes faziam parte da placa-mãe, como o controlador de voltagem e o hub SPD [central que armazena dados das memórias como temperatura e velocidades]. Junto à nova tecnologia Intel XMP 3.0 [tecnologia da Intel que realiza overclocking automático das memórias], os usuários poderão definir perfis personalizados de voltagem e velocidades diretamente nos módulos e utilizá-los em outros sistemas sem precisar configurá-los novamente.

— Iuri Santos, gerente de tecnologia da Kingston Brasil.

Perguntada por números mais precisos para os saltos de desempenho que as memórias DDR5 ofereceriam, a empresa apontou o aumento nas frequências como um dos maiores indicadores.

Para as tarefas mais comuns e para os consumidores que precisam de processamento de dados, a tecnologia DDR5 chega garantindo uma maior largura de banda. Na prática, podemos considerar a diferença de frequência como uma boa medida aproximada do ganho de desempenho, ainda mais quando o dual channel está devidamente configurado.

Benefícios dos subcanais duplos e aumento da latência

Outra das novidades proporcionadas pelo protocolo DDR5 é a presença de dois subcanais de 32 bits de dados por módulo, em vez de apenas um canal de 64 bits. Essa mudança tem causado confusão por dar a impressão de que agora seria possível estabelecer uma comunicação de dual-channel com a CPU, essencial para extrair o máximo de performance das máquinas por acelerar a comunicação entre processador e memórias, com apenas um módulo.

Apesar da presença de dois subcanais por módulo, os usuários ainda precisarão de dois módulos para tirar proveito do dual-channel (Imagem: Divulgação/Kingston)
Apesar da presença de dois subcanais por módulo, os usuários ainda precisarão de dois módulos para tirar proveito do dual-channel (Imagem: Divulgação/Kingston)

Perguntamos a Iuri se este realmente seria o caso, e o executivo explica que haverá uma melhora significativa de eficiência no uso de um único módulo, mas que a tecnologia não é exatamente o dual-channel que alguns consumidores possam estar pensando.

Não é exatamente como o dual-channel, mas entrega uma eficiência parecida, já que mais informação é enviada no mesmo pulso de clock. O dual-channel aplicado quando há dois módulos ainda tem vantagem, maior com a DDR5, já que haverá quatro canais de 32 bits, totalizando 128 bits, associados à maior quantidade de informação enviada pelas novas memórias.

Apesar das mudanças positivas e o aumento das frequências, as novidades tiveram um efeito colateral que preocupa, ao menos em um primeiro momento: o aumento expressivo da latência CAS, o tempo que o módulo leva para acessar a informação solicitada, representado pela sigla CL acompanhada de um número — quanto menor esse número, melhor.

A latência CAS das memórias DDR5 mais que duplicam, ponto que a Kingston afirma não ser um problema (Imagem: Reprodução/Kingston)
A latência CAS das memórias DDR5 mais que duplicam, ponto que a Kingston afirma não ser um problema (Imagem: Reprodução/Kingston)

Enquanto os melhores módulos DDR4 apresentam latência de CL16, as memórias DDR5 começam em elevados CL38. A Kingston destaca, no entanto, que esse aumento é compensado pela maior eficiência oferecida pelos subcanais e pelos clocks mais altos.

A latência é maior, mas o processador agora possui dois controladores de memória e esses trabalham inicialmente na frequência da própria memória DDR5. Apesar de esperar mais pulsos de clock para a troca de dados entre o processador e os chips DRAM, além de operar em pelo menos 50% mais pulsos de clock por segundo, a memória possui dois sub-canais de 32 bits e permite leitura e gravação de dados no mesmo pulso, ou seja, enquanto no DDR4 eram necessário dois pulsos para ler e escrever, em DDR5, além de haver maior eficiência, com tensões mais baixas, as duas tarefas se completam em um pulso. Todas as inovações da arquitetura da memória DDR5 fazem com que o ganho de performance seja sentido e apesar do número maior na especificação da latência, isso não é sentido na prática.

Impacto da correção de erros no uso cotidiano

As memórias DDR5 também suportam tecnologia de correção de erros, conhecida como Error Correction Code (ECC). Como o nome sugere, o recurso corrige eventuais erros que podem ocorrer durante o processamento em virtude, por exemplo, de um dígito de código afetado por interferência de ondas de rádio. O ECC é extremamente comum em servidores e data centers, por se tratar de aplicações extremamente sensíveis, sem margem para erros.

A tecnologia de on-die ECC promete aumentar a estabilidade das memórias mesmo em overclocking mais extremo (Imagem: Divulgação/Kingston)
A tecnologia de on-die ECC promete aumentar a estabilidade das memórias mesmo em overclocking mais extremo (Imagem: Divulgação/Kingston)

No entanto, é importante destacar que o ECC adotado pelo protocolo DDR5, no entanto, não é exatamente o visto em servidores: o método no caso das novas memórias é o chamado on-die ECC, que corrige apenas pequenas falhas ocorridas dentro do módulo. Para ter acesso ao ECC completo, que afetaria os dados do usuário, seria necessário possuir suporte à tecnologia também na placa-mãe, na CPU e em outros componentes.

Isso não significa que não haverá benefícios para os usuários, já que há melhorias para o uso cotidiano, como explicou Iuri Santos ao ser questionado sobre o assunto.

A adoção da correção de erros é uma das novidades pensadas para entregar maior estabilidade. Os consumidores, especialmente os entusiastas de overclocking, devem notar menos travamentos, incluindo menos telas azuis ocasionadas pela memória. Além disso, o ECC vai permitir que as memórias sejam levadas a especificações mais extremas de overclocking, além do padrão dos módulos, de maneira mais estável.

Preços das novas memórias no Brasil

Uma das consequências negativas das mudanças drásticas empregadas pelas memórias DDR5 é o aumento significativo do preço, ponto que preocupa usuários no exterior. Apesar de ter confirmado a estreia do kit FURY Beast baseado na nova tecnologia no Brasil, a Kingston ainda não revelou os valores que serão praticados por aqui.

Perguntado sobre uma previsão, o gerente de tecnologia da Kingston Brasil disse que ainda não houve uma definição, mas destacou que haverá adaptações nos preços para o mercado brasileiro, tido como um dos mais importantes para a empresa.

Ainda não há uma previsão de preço para o Brasil, mas a Kingston vai trabalhar para entregar um preço compatível com o mercado brasileiro. Não dá pra simplesmente converter os valores em dólares, já que é preciso haver uma adaptação para a realidade local. O mercado brasileiro é um dos mais importantes para a Kingston, e sempre tentamos adaptar os preços de maneira apropriada para a região.

Apesar da resposta positiva, o executivo reforça que um aumento de preço em comparação aos módulos DDR4 é inevitável, justamente por conta das mudanças complexas e a adoção de novos circuitos às memórias DDR5.

Futuro e popularização das memórias DDR5

Por fim, perguntamos sobre as expectativas para o futuro das memórias DDR5, e se a Kingston já possuía alguma previsão para a popularização do novo padrão. Iuri destacou ser difícil prever, e disse que tudo irá depender da adoção dos usuários.

[A popularização das memórias DDR5] vai depender muito da adoção dos usuários, é difícil prever como vai ser o processo nesse primeiro momento. A gente espera que os próprios usuários percebam as vantagens fornecidas pelas memórias DDR5 e comecem assim a aumentar a demanda.

O kit de memórias Kingston FURY Beast DDR5 está previsto para chegar ao mercado já nesta semana, em 4 de novembro, junto aos processadores da família Intel Alder Lake.

Fonte: Canaltech

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