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Kanye West já gastou R$ 37 milhões com campanha à presidência dos EUA

O Globo
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RIO — O rapper Kanye West já gastou mais de US$ 7 milhões (R$ 37 milhões) com sua candidatura à presidência dos Estados Unidos. Segundo a Vulture, o cantor apresentou um relatório de prestação de contas atrasado à Comissão Eleitoral americana na última sexta-feira, onde declarou pagamentos a empresas de consultoria e advogados ligados ao Partido Republicano.

De acordo com o documento, a maior parte dos gastos de campanha de West foi destinada a três empresas. A Atlas Strategy Group, administrada pelo principal marqueteiro do cantor, Gregg Keller, recebeu quase US$ 1,3 milhão. Já a Fortified Consulting recebeu US$ 1,5 milhão, mas aguarda o pagamento de outros US$ 1,2 milhão em dívidas pendentes do artistas. A Millenial Strategies recebeu US$ 2,6 milhões.

Segundo a Vulture, as duas primeiras empresas têm profunda ligação com o Partido Republicano. Keller é um agente republicano de longa data no Missouri, tendo sido diretor executivo da União Conservadora Americana e trabalhado para o senador Josh Hawley.

Já a Fortified Consulting compartilha o mesmo endereço que uma tradicional empresa republicana, a Lincoln Strategy Group, cuja sócia esteve com manifestantes pró-West na última sexta-feira. Por outro lado, a Millennial Strategies tem histórico de serviços prestados ao Partido Democrata.

Gastos com advogados ultrapassam R$ 1 milhão

Enfrentando acusações de irregularidades, a campanha de Kanye West à presidência também já gastou mais de US$ 260 mil (cerca de R$ 1,3 milhão) com advogados, sendo a maioria deles ligada ao Partido Republicano. A empresa de Lane Ruhland, uma das advogadas da campanha presidencial de Donald Trump, recebeu US $ 10 mil pela campanha do rapper.

West também está sendo representado por Mark Adkins e Richie Heath, que defenderam o filho de Donald Trump em um processo de 2019. Até agora,o cantor pagou US$ 20 mil à dupla de advogados.

Segundo a Vulture, a campanha de Kanye West enfrenta processos por irregularidades em pelo menos cinco estados norte-americanos. O caso mais notável é na Virgínia, onde vários eleitores do cantor não sabiam que haviam assinado os documentos para serem seus eleitores. Na última quinta-feira, duas pessoas conseguiram na Justiça que seus votos no rapper fossem retirados. De acordo com o marqueteiro Gregg Keller, a campanha irá recorrer da decisão.