Mercado abrirá em 6 h 55 min
  • BOVESPA

    96.582,16
    +1.213,40 (+1,27%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    36.801,37
    -592,34 (-1,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    36,24
    +0,07 (+0,19%)
     
  • OURO

    1.874,50
    +6,50 (+0,35%)
     
  • BTC-USD

    13.417,33
    -69,90 (-0,52%)
     
  • CMC Crypto 200

    263,73
    +21,05 (+8,67%)
     
  • S&P500

    3.310,11
    +39,08 (+1,19%)
     
  • DOW JONES

    26.659,11
    +139,16 (+0,52%)
     
  • FTSE

    5.581,75
    -1,05 (-0,02%)
     
  • HANG SENG

    24.580,22
    -6,38 (-0,03%)
     
  • NIKKEI

    23.141,13
    -190,81 (-0,82%)
     
  • NASDAQ

    11.188,50
    -154,25 (-1,36%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7501
    +0,0045 (+0,07%)
     

Justiça manda soltar hackers que invadiram celulares de Moro e autoridades da Lava Jato

João de Mari
·2 minutos de leitura
Fotografía de archivo del 26 de noviembre de 2018 del recién nombrado ministro de Justicia, Sérgio Moro, mientras habla con la prensa tras llegar a la oficina de transición de gobierno en Brasilia, Brasil. (Foto AP/Eraldo Peres, Archivo)
Juiz apontou excesso de prazo e determinou que Walter Delgatti Neto e Thiago Eliezer usem tornozeleira eletrônica e fiquem impedidos de acessar a internet (Foto AP/Eraldo Peres, Archivo)

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que os hackers Walter Delgatii Neto e Thiago Elizer, acusados de invadir celulares do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e autoridades da Lava Jato, sejam soltos. A decisão foi expedida nesta terça-feira (29).

O juiz Ricardo Leite, substituto da 10ª Vara Federal de Brasília, considerou que manter a prisão preventiva de Santos e Delgatti Neto durante toda a instrução criminal acarretaria "inevitável excesso de prazo".

“Mesmo tendo a defesa pugnado pela nulidade da instrução processual, tendo dado causa à demora na instrução processual, entendo que objetivamente há excesso de prazo na increpação dos custodiados sem que tenha havido o desenvolvimento da relação processual”, escreveu o juiz.

Os hackers foram presos em julho de 2019. Com a decisão, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região anulou, a pedido da Defensoria Pública, todas as audiências referentes à ação penal na qual eles são réus. De acordo com o G1, a defesa dos hackers alega que nem todos os documentos foram anexados ao processo para viabilizar a defesa.

Leia também:

Em liberdade, Santos e Delgatti Neto deverão cumprir algumas medidas cautelares fixadas pelo juiz como o uso de tornozeleira eletrônica e não acessar a internet.

As medidas são: monitoramento eletrônico; proibição de manter contato com quaisquer dos demais réus; proibição de contatar testemunhas e outras pessoas que tenham participação nos fatos apurados; proibição de acessar endereços eletrônicos pela internet, redes sociais, aplicativos de mensagens, exceto para videoconferências e compromissos com a Justiça, o que será fiscalizado pela Polícia Federal.

Relembre o caso

Em julho do ano passado, a Operação Spoofing desarticulou uma "organização criminosa que praticava crimes cibernéticos”, como afirmou a Polícia Federal, à época. As investigações apontaram que o grupo acessou contas do aplicativo de mensagem Telegram usadas por autoridades, entre elas Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato.

Walter Delgatti Neto estava entre os alvos da operação. Preso, ele admitiu à PF que entrou nas contas de procuradores da Lava Jato e confirmou que repassou mensagens ao site The Intercept Brasil, que publicou parte das mensagens a partir daquele ano. O que ficou conhecido como Vaza Jato. Ele disse não ter alterado o conteúdo e não ter recebido dinheiro por isso.