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Justiça dá 72h para governo explicar sigilo de 100 anos no cartão de vacinação de Bolsonaro

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Brazilian President Jair Bolsonaro speaks holding a hydroxychloroquine box during the inauguration ceremony of Army General Eduardo Pazuello as Minister of Health at the Planalto Palace, in Brasilia, on September 16, 2020. - Pazuello was acting minister for the past 3 months. (Photo by Sergio Lima / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Planalto baixou um sigilo de 100 anos sob o cartão de vacinação do presidente Jair Bolsonaro. (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

A Justiça Federal do Distrito Federal deu um prazo de 72 horas para que o Palácio do Planalto preste explicações sobre as razões de aplicar um siglo de 100 anos em cima do cartão de vacinação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A decisão é consequência de uma ação movida pela deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann. A parlamentar pelo Paraná solicitou que o sigilo fosse levantado e que o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e a AGU (Advocacia-Geral da União) apresentem a decisão que classificou o sigilo.

As informações sobre o sigilo secular foram publicadas inicialmente pelo jornalista Guilherme Amado, na revista Época, que tentou obter as informações via LAI (Lei de Acesso à Informação). Segundo o colunista, a resposta do Planalto foi sobre o embargo dos dados, justificando que os dados “dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem” do presidente.

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Gleisi afirmou, no pedido, que há interesse público em consultar o documento e que ele deve estar disponível para acesso enquanto Bolsonaro estiver na Presidência.

A deputada do PT também afirmou ser “inconstitucional” o fato de manter secreta a carteira de vacinação do chefe do Executivo durante uma pandemia em que há "franco debate" sobre a necessidade de imunização da população contra a Covid-19.

O presidente já disse, em mais de uma ocasião, que não irá aplicar qualquer imunizante contra o novo coronavírus, além de constamente questionar as eficácias das vacinas e levantar dúvidas não fundamentadas a respeito dos possíveis efeitos colaterais.