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Justiça tranca ação contra Boulos no caso do tríplex do Guarujá

·2 minuto de leitura
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 29.05.2021 - Guilherme Boulos. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 29.05.2021 - Guilherme Boulos. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça Federal trancou a ação penal em que Guilherme Boulos (PSOL) e mais duas pessoas eram acusadas de invadir o tríplex de Guarujá (SP) cuja propriedade era atribuída ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Lava Jato.

A decisão é válida, por enquanto, apenas para Boulos, que é defendido pelo advogado Alexandre Pacheco Martins.

Os magistrados que julgaram o caso consideraram que não havia indícios mínimos que justificassem o seguimento do processo. "A farsa começa a ser desmontada", disse o ex-presidenciável à reportagem.

Em fevereiro, Boulos se tornou réu depois de a 6ª Vara Federal de Santos (SP) aceitar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra ele.

O advogado entrou com pedido de habeas corpus na 1ª Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. E obteve vitória.

Ele alegava que não fazia sentido o MPF alegar "destruição de coisa própria", como se Lula e Boulos tivessem participado de um ato contra uma propriedade do petista que estava bloqueada pela Justiça.

Lula chegou a ser condenado por causa do tríplex, mas a sentença foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou que o então juiz Sergio Moro foi parcial na condução do processo contra ele.

O defensor de Boulos afirmava também que não havia "o mínimo" indício de participação do coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

O pleito do advogado de Boulos teve a concordância da procuradora Luciana da Costa Pinto.

Em abril de 2018, integrantes do MTST entraram no apartamento para protestar contra a condenação de Lula. Eles diziam ironicamente que, se o imóvel pertencia ao petista, poderiam entrar lá quando quisessem, já que eram próximos do petista.

A pena prevista para o crime tipificado pelo MPF é de seis meses a dois anos de prisão, mais multa.

​"A decisão demonstra a inocência de Guilherme Boulos, que vinha sendo sustentada desde o início", afirma o advogado Pacheco Martins.

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