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Justiça adia júri popular de acusado de matar colega a facadas em shopping de Niterói

·2 min de leitura

A juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), suspendeu o julgamento de Matheus dos Santos da Silva, acusado de matar a facadas Vitorya Melissa Mota, de 22 anos, no dia 2 de junho, no Plaza Shopping, em Niterói. O júri popular estava marcado para o próximo dia 6. A magistrada acolheu o pedido da defesa do réu, determinando a instauração do incidente de insanidade mental de Matheus.

De acordo com o TJRJ, embora o réu já tenha realizado avaliações psiquiátricas com resultado apontado para ausência de transtorno mental, foi identificado "eventual transtorno de personalidade esquizoide", por Matheus apresentar "retraimento, tendência ao isolamento e dificuldade de relacionamento social". Assim, a juíza, por precaução, suspendeu a tramitação do processo até a conclusão do incidente de insanidade mental do réu.

“ISTO POSTO, AD CAUTELAM, DETERMINO A INSTAURAÇÃO DO INCIDENTE DE INSANIDADE MENTAL de MATHEUS DOS SANTOS DA SILVA, na forma dos arts. 149 a 154 do Código de Processo Penal. Por consequência, suspendo o trâmite do feito até a realização do exame médico-legal. Retire-se o feito de pauta”, escreveu a magistrada.

Relembre o caso

Vitórya foi morta quando almoçava na praça de alimentação do centro comercial. Ela trabalhava em uma das lojas do shopping. Testemunhas relataram que Matheus estava conversando com ela quando a atacou. Ela tentou fugir, mas foi impedida pelo assassino. Outros relatos também afirmam que o colega só parou de esfaqueá-la após ser imobilizado até policiais e seguranças do shopping chegarem. Vitorya foi levada ao pronto-socorro, mas não sobreviveu.

A audiência de custódia foi realizada em agosto, e Matheus permaneceu de cabeça baixa e em silêncio durante o interrogatório. Amigos da jovem relataram na ocasião que Matheus disse a Vitórya que estava apaixonado por ela, que sempre demonstrou não ter interesse em um relacionamento amoroso com o colega. Matheus não aceitou ter seu amor negado.

No mesmo dia, foi entregue pela mãe, Márcia Maria Mota, o celular com as conversas de Whatsapp entre ela e Matheus, com fotografias, áudios e vídeos para ajudar na investigação. O laudo da perícia pode levar até 60 dias após a entrega do celular, que foi no início deste mês.

A juíza também deu o prazo de 10 dias para a entrega de comprovantes de eventuais ligações para as unidades de emergência da Samu e da Polícia Militar que foram feitas no dia do crime. Um ofício foi enviado ao Senac, onde os dois faziam o curso técnico de enfermagem, para pedir a ficha individual ou histórico da vítima.

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