Mercado fechará em 3 h 4 min
  • BOVESPA

    125.029,75
    -1.116,91 (-0,89%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.141,41
    -99,10 (-0,20%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,97
    +0,06 (+0,08%)
     
  • OURO

    1.803,00
    -2,40 (-0,13%)
     
  • BTC-USD

    32.199,69
    -157,60 (-0,49%)
     
  • CMC Crypto 200

    778,30
    -15,43 (-1,94%)
     
  • S&P500

    4.405,03
    +37,55 (+0,86%)
     
  • DOW JONES

    35.021,46
    +198,11 (+0,57%)
     
  • FTSE

    7.027,58
    +59,28 (+0,85%)
     
  • HANG SENG

    27.321,98
    -401,86 (-1,45%)
     
  • NIKKEI

    27.548,00
    +159,80 (+0,58%)
     
  • NASDAQ

    15.080,00
    +151,50 (+1,01%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,0982
    -0,0220 (-0,36%)
     

Justiça aceita pai de Henry como assistente de acusação no processo sobre a morte de menino

·3 minuto de leitura

RIO — A juíza Elizabeth Machado Louro, titular do II Tribunal do Júri, deferiu a nomeação do engenheiro Leniel Borel de Almeida como assistente de acusação no processo sobre a morte do filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, durante a madrugada de 8 de março deste ano. Na ação, figuram como réus sua ex-mulher, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, e o namorado dela, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido). O casal está preso preventivamente pelo crime desde 8 de abril.

Na petição enviada à magistrada, o advogado Leonardo Barreto havia informado que a nomeação seria na “qualidade de pai da vítima”. Na condição de assistente de acusação, conforme prevê o Código de Processo Penal brasileiro, é permitida a atuação das próprias vítimas de crimes, seus companheiros, pais, irmãos e filhos como auxiliares do Ministério Público, propondo meios de prova — solicitando perícias e acareações — e ainda requerendo perguntas às testemunhas, participando dos debates orais e apresentando as razões de recursos interpostos pelo promotor ou por ele próprio.

No mesmo despacho, Elizabeth Machado Louro deferiu também o pedido de desinterdição do apartamento 203 do bloco I do Condomínio Majestic, no Cidade Jardim, na Barra da Tijuca, feito pela defesa de Monique. A professora morava no imóvel, desde janeiro, com Jairinho. Na petição, os advogados alegaram que o prazo de 30 dias para a perícia criminal já havia sido concluído e que no apartamento existem “elementos de prova a serem colhidos”. Eles explicam que, com base no princípio da ampla defesa, requerem o deferimento da medida para que documentos a serem utilizados possam ser juntados ao processo.

O imóvel foi interditado no dia 24 de março para realização de perícias complementares, feitas por profissionais do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e do Instituto Médico Legal (IML). No dia 7 de maio, a Justiça aceitou a denúncia assinada pelo promotor Marcos Kac contra Monique e Jairinho pelos crimes de homicídio triplamente qualificados, tortura, coação, fraude processual e falsidade ideológica.

As investigações da Polícia Civil concluíram que Jairinho submetia Henry a sessões de tortura e, mesmo tendo conhecimento das violências praticadas pelo namorado contra o filho, Monique nada fez. Em um dos episódios, no dia 12 de fevereiro, a babá do menino, Thayna de Oliveira Ferreira, narrou em tempo real que ele levou “chutes” e “bandas” do vereador, saindo do quarto mancando, com pernas e braços roxos e reclamando de dores de cabeça.

Ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), o casal relatou assistir televisão naquela madrugada, quando, por volta de 3h30, acordou e encontrou Henry caído, com mãos e pés gelados e olhos revirados. A professora disse acreditar que ele possa ter ficado em pé sobre a cama, se desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona e caído no chão. O laudo de exame de necropsia, no entanto, apontou hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente, além de equimoses, hematomas, edemas e contusões incompatíveis com um acidente doméstico.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos