Juros sobem após ata do Copom trazer piora da inflação

O fato de o Comitê de Política Monetária (Copom), por meio da ata de sua última reunião, divulgada nesta quinta-feira, ter admitido maior dispersão de aumentos de preços, ao mesmo tempo em que atribui a recuperação lenta da atividade a problemas de oferta, provocou um avanço firme das taxas futuras de juros, com o mercado passando a indicar possibilidade de a Selic ser elevada ainda no fim deste ano. Analistas enxergaram um BC mais duro, mas ponderaram que a visão da autoridade monetária em relação à piora da inflação continuou restrita ao curto prazo.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, a taxa para outubro de 2013 (105.490 contratos) subiu para 7,17%, de 7,12% no ajuste. O contrato para janeiro de 2014 (413.140 contratos) marcava taxa de 7,25%, ante 7,18% ontem. O DI para janeiro de 2015 (567.735 contratos) indicava 7,96%, ante 7,86% no ajuste. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (146.220 contratos) tinha taxa de 8,76%, ante 8,67% da véspera, e o DI para janeiro de 2021 (11.755 contratos) apontava 9,47%, ante 9,38% no ajuste.

"Já há alguns investidores estrangeiros em juros trabalhando com elevação de 1 ponto porcentual da Selic no fim deste ano. A curva ainda indica 0,25 ponto de alta em 2013, mas novos ajustes devem ocorrer na medida em que a inflação não arrefecer", afirmou um operador. "O BC deixou claro que não pode mais usar a Selic para estimular a atividade em meio a esse cenário de preços. A hipótese de corte de juros já não existe mais", continuou.

No documento, o BC afirmou que houve aumento das projeções de inflação para 2013 no cenário de referência e de mercado, ambos acima da meta de 4,5%. O economista-chefe da MCM, Fernando Genta, calcula que, de acordo com dados expressos na ata, o IPCA subiu no cenário de referência, passando de uma alta de 4,8% para 5,1% neste ano. "Isto ocorreu devido a alguns fatores, entre eles a elevação das projeções de preços administrados do BC, que subiu de 2,4% para 3,0%, uma inércia mais expressiva do IPCA de 2012 para o índice neste ano e expectativas de inflação distantes do centro da meta de 4,5", destacou. "Somente a alta de 0,60 ponto porcentual nos preços administrados indica uma elevação de 0,15 ponto porcentual da previsão do IPCA para este ano", afirmou.

Ainda no que tange aos preços, a autoridade monetária admitiu alta de 5% para a gasolina, bem como recuo de 11% nas tarifas de energia. Nesse último caso, porém, economistas afirmam que o BC trouxe o impacto líquido da redução de 16%, esperada quando houve a reunião do Copom, nos preços da energia. Agora, com o anúncio de que o corte das tarifas será de 18%, esse cálculo deve ser refeito o impacto líquido deve ficar entre 13% e 14%.

Por fim, no que diz respeito à questão fiscal, matéria da jornalista Adriana Fernandes mostra que o BC se antecipou e indicou que já absorveu um esforço fiscal menor não só este ano como também em 2014. Na ata, o Copom informou que considera a hipótese de trabalho de uma geração de superávit primário de R$ 155,9 bilhões em 2013, conforme o previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Mas os integrantes do comitê decidiram retirar o trecho do texto que falava numa meta em torno de 3,1% e também as palavras "sem ajustes", que são usadas tradicionalmente para explicitar o cumprimento da meta integral, sem abatimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

cotações recentes

 
Cotações recentes
Símbolo Preço Variação % Var 
Seus tickers vistos mais recentemente aparecerão aqui automaticamente se você digitou um ticker no campo "Inserir símbolo/empresa" na parte inferior deste módulo.
É necessário permitir os cookies do seu navegador para ver as cotações mais recentes.
 
Entre para ver as cotações nos seus portfólios.

Resumo do Mercado

  • Moedas
    Moedas
    NomePreçoVariação% Variação
    3,2351+0,0013+0,04%
    USDBRL=X
    3,6591+0,0044+0,12%
    EURBRL=X
    0,8842-0,0002-0,02%
    USDEUR=X
  • Commodities
    Commodities
    NomePreçoVariação% Variação

Destaques do Mercado

  • Líderes em Volume
    Líderes em Volume
    NomePreçoVariação% Variação
    12,67+0,32+2,59%
    PETR4.SA
    3,87+0,08+2,11%
    GOAU4.SA
    3,73+0,12+3,32%
    USIM5.SA
    15,81+0,24+1,54%
    VALE5.SA
    8,55+0,01+0,12%
    ITSA4.SA
  • Altas %
    Altas %
    NomePreçoVariação% Variação
    3,00+0,65+27,66%
    VULC3.SA
    2,65+0,54+25,59%
    HAGA4.SA
    1.000,01+197,80+24,66%
    JPPC11.SA
    8,08+1,58+24,31%
    LUPA3.SA
    17,99+3,21+21,72%
    PATI4.SA
  • Baixas %
    Baixas %
    NomePreçoVariação% Variação
    7,26-1,24-14,59%
    ENMT3.SA
    2,09-0,22-9,52%
    FJTA3.SA
    10,10-1,00-9,01%
    CREM3.SA
    2,43-0,23-8,65%
    CTKA4.SA
    1,27-0,11-7,97%
    IDVL3.SA