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Juros reais seguidos pelo Fed ainda estão longe de nível neutro

(Bloomberg) -- Os juros reais implícitos em títulos monitorados de perto pelo Federal Reserve para avaliar as condições financeiras nos EUA ainda estão longe dos níveis que levariam o banco central americano a interromper seu aperto monetário.

Na ponta mais curta da curva dos títulos do Tesouro americano indexados à inflação, que o presidente Jerome Powell recentemente ressaltou quando perguntado sobre como determinaria que as condições estão perto de um nível neutro, os juros reais subiram. Mas eles ainda estão atoladas abaixo de zero em meio a expectativas altas de inflação de curto prazo, embora na ponta mais longa tenham atingido níveis que não eram vistos desde 2019 este mês.

As crescentes preocupações com o risco de recessão nas últimas semanas levaram a uma retração nas previsões do mercado sobre a rapidez e a extensão do aperto do Fed. Mas a alta dos preços ao consumidor e as expectativas elevadas de quanto continuarão a subir são um problema para os formuladores de política monetária.

O descompasso entre as expectativas de inflação elevadas e as taxas de juros é evidente nos títulos indexados de dois anos, que atualmente precificam uma taxa real em torno de -0,6%.

Esse é um indicador fundamental para muitos investidores ao julgar o aperto das condições financeiras. No momento, ele sugere que as taxas de mercado ainda estão abaixo do neutro e, portanto, têm margem para subir caso as preocupações com a inflação persistam.

“Se as expectativas de inflação permanecerem elevadas, isso significa que o Fed precisa aumentar as taxas nominais”, disse Michael Pond, chefe de estratégia de mercado de inflação no Barclays Capital. “A agressividade do Fed é importante. É para garantir a redução das expectativas de inflação ou impedir que subam.”

O próprio chefe do Fed se concentrou nas taxas reais de curto prazo como uma área de foco.

“Para grande parte da curva de juros agora, as taxas reais estão positivas”, disse Powell após a última reunião de política monetária. “Isso não acontece no curto prazo”, acrescentou, observando que as taxas reais estavam negativas nesses prazos.

Desde 1990, o Fed nunca encerrou um ciclo de aperto com taxas de juros reais negativas. Por isso, para que os rendimentos reais se tornem positivos, ou os rendimentos nominais de curto prazo dos Treasuries precisam subir ainda mais, ou as expectativas de inflação embutidas - que, até certo ponto, são influenciadas pelos preços do petróleo - precisam cair.

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