Juros oscilam perto da estabilidade após IBC-Br

Após iniciar o dia com pequeno avanço, em reação à melhora do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) na passagem de setembro para outubro, os juros futuros oscilam entre leves altas e baixas. Segundo o BC, o IBC-Br subiu 0,36% em outubro ante o mês anterior, com ajuste, acima da mediana das estimativas (0,30%). Em setembro, o índice caiu 0,52% na mesma base de comparação.

"O dado superou ligeiramente a mediana das estimativas, mas não surpreendeu para cima", na avaliação de um operador. Além disso, a baixa liquidez de negócios contribui para que as taxas projetadas pelos contratos de depósito interfinanceiro (DIs) fiquem próximas da estabilidade.

Por volta das 10h25, na BM&FBovespa, o DI com vencimento em janeiro de 2014 projetava taxa de 7,06%, nivelado ao ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 7,56%, estável ante a véspera; e o DI para janeiro de 2016 marcava 8,08%, também nivelado ao ajuste anterior. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 8,41%, estável, e o DI para janeiro de 2021 apontava 9,13%, igual ao ajuste.

A alta do IBC-Br em outubro na comparação com setembro mostra recuperação, mas ainda "tênue", na avaliação do economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano. "Anualizado, o crescimento é de 4,4%, refletindo a recuperação depois da queda de setembro". Ele pondera, com isso, que "o Brasil não tem condição tranquila para acreditarmos que esse crescimento tende a ser sustentado".

Para ele, a atividade econômica tende a seguir com um comportamento volátil "reagindo temporariamente, mas não de forma consistente" a estímulos do governo. "Em novembro, devemos ver contração da indústria, desaceleração do varejo e o IBC-Br virá fraco", prevê o economista do Besi Brasil.

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