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Juros intermediários e longos fecham em queda de olho no exterior

·3 minuto de leitura

Com o ambiente global reforçando o apelo por taxas de juros em níveis mais baixos e por um período prolongado, a curva a termo de juros futuros deu prosseguimento ao movimento observado na quinta-feira (30) e as taxas futuras, especialmente nos prazos mais longos, encerraram a sessão regular desta sexta (31) em queda. Com a proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a ponta curta da curva se manteve praticamente estável, diante da perspectiva de que a Selic será levada à mínima histórica de 2%. No fim do pregão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 se manteve inalterada em 1,91% e a do DI para janeiro de 2022 passou de 2,63%, no ajuste anterior, para 2,65%. Já a do contrato para janeiro de 2023 caiu de 3,65% para 3,63%, a do DI para janeiro de 2025 cedeu de 5,20% para 5,17% e a do contrato para janeiro de 2025 recuou de 6,11% para 6,07%. “Nós e a maioria dos analistas esperamos que o Copom reduza a Selic à mínima histórica de 2%. Como os dados de atividade do segundo trimestre em geral não vieram tão fracos quanto se temia, até o fim da semana passada os mercados precificavam uma chance grande de estabilidade. No entanto, após a recente surpresa para baixo do IPCA-15, com pouco sinal de recuperação nos núcleos de inflação, parece, agora, que o cenário base para o mercado é, novamente, um corte de 0,25 ponto”, dizem os economistas Cassiana Fernandez e Vinicius Moreira, do J.P. Morgan. Também o estrategista Brendan McKenna, do Wells Fargo, espera que a Selic caia a 2% na próxima semana. Em relatório enviado a clientes, ele diz que o Copom tem flexibilizado a política monetária “de maneira bastante agressiva”, bem mais do que outros bancos centrais. Para ele, com a dinâmica de crescimento e inflação ainda moderada e a moeda recuperando algumas das perdas anteriores, há espaço para cortes adicionais nas taxas. Apesar disso, o Wells Fargo mantém sua projeção de que o ciclo atual vai terminar com a Selic em 2%. Nesta sexta-feira, chamou a atenção a continuidade da queda das taxas futuras em vértices intermediários e longos da curva a novas mínimas históricas. “O contexto global vem em primeiro lugar e o fechamento das curvas de juros reais no mundo inteiro, em especial nos Estados Unidos, tem contribuição para o movimento aqui”, disse o gestor de renda fixa da Occam, Pedro Dreux. À medida que as economias têm retomado a atividade e que os bancos centrais mantêm em vigor a postura frouxa, as expectativas de inflação passaram a ganhar força e deixaram o juro real em queda no globo. O movimento da curva brasileira, contudo, tem sido destaque, diz Dreux. O gestor aponta que, desde a divulgação do IPCA, na sexta-feira passada, com uma surpresa grande para baixo, houve um movimento de zeragem das posições compradas em inflação implícita e consequente aplicação nos DIs. “O espaço para que o BC cortasse a Selic foi aberto. As implícitas estavam em alta há algum tempo e o mercado estava bastante comprado em NTN-B e usando os DIs como hedge. Depois do IPCA, essas posições foram muito atingidas. Houve forte venda de NTN-B e, principalmente, as taxas dos DIs caíram muito.”

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