Juros futuros têm leve alta após IPCA de janeiro

Depois de oscilar ao redor da estabilidade na abertura, os juros futuros exibem leves altas em resposta ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro. A primeira prévia de fevereiro do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) contribui para o movimento.

O IPCA subiu 0,86% no primeiro mês de 2013, acima da mediana das estimativas, de 0,83%, encontrada com base no intervalo das projeções das instituições do mercado financeiro consultadas pela Agência Estado, que iam de 0,77% A 0,90%. Em dezembro, a taxa foi de 0,79%. A primeira prévia de fevereiro do IGP-M, por sua vez, apresentou taxa de +0,41%, acima do teto das expectativas (0,10% a 0,35%). Em igual prévia de janeiro, a taxa também foi de 0,41%.

O avanço dos juros futuros é moderado uma vez que os contratos futuros de juros, especialmente os mais curtos, já haviam antecipado, ontem, um possível resultado pior que o esperado para a inflação oficial. Além disso, o IPCA não surpreendeu muito. "Veio em linha com o esperado", disse o economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano, que projetava exatamente 0,86% para o indicador.

Vale lembrar que os números são conhecidos em meio a preocupações com o controle da inflação, reforçadas ontem pela confirmação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo poderá abater até R$ 20 bilhões da meta de superávit primário referentes a desonerações tributárias, conforme o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Um governo leniente com a política fiscal, na visão de agentes do mercado financeiro, exigiria um Banco Central mais firme na condução da política monetária.

Às 10h05, na BM&FBovespa, o contrato com vencimento em julho de 2013 projetava taxa de 7,11%, de 7,09% no ajuste; o DI para janeiro de 2014 marcava 7,37%, ante 7,35% no ajuste da véspera; o DI com vencimento em janeiro de 2015 apontava 8,12%, de 8,09%; e o contrato para janeiro de 2016 tinha taxa de 8,70%, de 8,67%. O contrato para janeiro de 2017 projetava taxa de 9,06%, de 9,02% na véspera; e o DI para janeiro de 2021 marcava 9,74%, de 9,70% no ajuste.

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