Mercado fechará em 3 h 10 min
  • BOVESPA

    109.716,08
    -416,45 (-0,38%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.040,55
    -160,04 (-0,38%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,17
    -0,54 (-1,18%)
     
  • OURO

    1.814,00
    +2,80 (+0,15%)
     
  • BTC-USD

    17.110,97
    -868,21 (-4,83%)
     
  • CMC Crypto 200

    334,10
    -36,41 (-9,83%)
     
  • S&P500

    3.629,65
    -5,76 (-0,16%)
     
  • DOW JONES

    29.872,47
    -173,77 (-0,58%)
     
  • FTSE

    6.359,78
    -31,31 (-0,49%)
     
  • HANG SENG

    26.819,45
    +149,70 (+0,56%)
     
  • NIKKEI

    26.537,31
    +240,45 (+0,91%)
     
  • NASDAQ

    12.191,00
    +38,75 (+0,32%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3353
    -0,0024 (-0,04%)
     

Juros futuros têm alta firme, com Copom e leilão de títulos no radar

Victor Rezende
·2 minuto de leitura

Os juros futuros se ajustaram em alta ao longo da manhã desta terça-feira, no momento em que o foco dos investidores está voltado para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a ser divulgada amanhã. Indicadores de inflação também permaneceram no radar, assim como o leilão de títulos atrelados ao IPCA, cuja demanda se mostrou mais forte nos papéis de curto prazo. Por volta de 12h45, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 se mantinha inalterada em 3,43%; a do DI para janeiro de 2023 avançava de 4,88% no ajuste anterior para 4,92%; a do contrato para janeiro de 2025 subia de 6,60% para 6,66%; e a do DI para janeiro de 2027 passava de 7,43% para 7,49%. À espera da decisão do Copom, os juros futuros até chegaram a cair nos primeiros minutos do pregão, mas inverteram o sinal ao longo da manhã, especialmente nos trechos intermediários e longos da curva. Embora o mercado continue a esperar que a taxa básica de juros seja mantida inalterada nos atuais 2%, a comunicação do comitê deve ser observada com lupa, no momento em que os agentes observam a pressão inflacionária no curto prazo e os riscos fiscais, que, embora adormecidos, se mantêm sobre a mesa. Com o mercado de juros fazendo sala de espera para o Copom, as taxas mais longas exibiram abertura durante a manhã, também como reflexo do leilão de NTN-B, aponta Luis Laudisio, trader de renda fixa da Renascença, que aponta para a demanda forte pelos papéis atrelados ao IPCA. Além disso, ele aponta para a baixa liquidez na curva de juros. O Tesouro vendeu 99,4% da oferta de até 1,35 milhão de NTN-B para quatro vencimentos, mas chamou a atenção a venda de 1,08 milhão de papéis com vencimento em maio de 2025. Os investidores têm se mostrado receptivos aos papéis atrelados à inflação, especialmente em prazos mais curtos diante da pressão inflacionária observada recentemente. Durante a madrugada, a Fipe informou que a inflação na cidade de São Paulo acelerou para 1,10% na terceira leitura de outubro, acima do esperado pelo mercado. Na avaliação de Bertrand Delgado, estrategista do Société Générale, as taxas curtas devem continuar refletindo os níveis baixos da Selic, já que, na avaliação do banco francês, o Copom manterá a taxa inalterada em 2% ao longo do próximo ano diante de um amplo hiato do produto e expectativas de inflação ancoradas. Delgado, contudo, aponta que a ponta longa da curva deve continuar a precificar a probabilidade de uma deterioração prolongada das perspectivas fiscais e da dívida, bem como o espaço limitado para aprovar reformas estruturais necessárias.