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Juros futuros se ajustam em alta ao IBC-Br e dólar reage em queda

Victor Rezende

Investidores consideram ainda índices de preços divulgados nesta jornada Os juros futuros se ajustam em leve alta e o dólar opera em queda na manhã desta quinta-feira, na esteira da divulgação do IBC-Br de novembro, que ficou acima do esperado pelo mercado. O avanço das taxas futuras, contudo, se mostra limitado diante da perda de fôlego observada em alguns índices de preços, que indicam um caminho mais tranquilo para a inflação.

Por volta de 10 horas, a taxa do DI para janeiro de 2021 subia de 4,39% no ajuste de quarta para 4,410%; a do DI para janeiro de 2022 avançava de 4,99% para 5,03%; a do DI para janeiro de 2023 passava de 5,56% para 5,60% e a do DI para janeiro de 2025 ia de 6,32% para 6,33%. No mesmo horário, o dólar à vista era negociado a R$ 4,1628, desvalorização de 0,51%.

Kiyoshi Ota/Bloomberg

O avanço de 0,18% do IBC-Br na passagem de outubro para novembro de 2019 surpreendeu os investidores ao contrariar a expectativa do mercado, que apontava para uma queda de 0,1%. “O índice apoia a nossa visão de que a economia tem sido bastante resistente a choques externos e domésticos, mas a recuperação ainda é modesta e frágil”, diz Andres Abadia, economista sênior da Pantheon Macroeconomics. “Não podemos dizer que há uma recuperação sustentada e acelerada da atividade econômica.”

A alta dos juros futuros após o IBC-Br, contudo, é limitada pela contínua percepção de que as pressões inflacionárias devem se manter controladas em 2020. De acordo com a FGV, o IPC-S desacelerou para 0,48% na segunda medição de janeiro, após ter marcado 0,57% na apuração anterior. Já o IGP-10 passou de alta de 1,69% em dezembro de 2019 para 1,07% no primeiro mês de 2020, nível abaixo do esperado pelo mercado.

Ainda hoje, os agentes do mercado aguardam o leilão de títulos do Tesouro e há expectativa de que haja grande oferta de NTN-F para 2031, o que poderia pressionar a ponta longa da curva dos DIs durante a manhã.