Mercado fechará em 4 hs

Juros futuros revertem queda e fecham em leve alta, de olho no exterior

Lucas Hirata

No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2021 fechou a 2,06% (de 2,05% no ajuste anterior)e a do DI para janeiro de 2022 marcou 3,04% (3,01% no ajuste anterior) Depois de iniciarem a sessão desta quarta-feira (15) em queda, as taxas dos juros futuros reverteram gradualmente as baixas e terminam a sessão regular com leve alta.

Ainda que o ambiente externo tenha se mantido favorável a ativos de risco, a instabilidade nas bolsas americanas mostra que o cenário está longe de se livrar de riscos, o que também justificou uma certa realização de lucros no mercado de juros futuros.

Às 16h, no fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a 2,06% (de 2,05% no ajuste anterior), enquanto a do DI para janeiro de 2022 marcou 3,04% (3,01% no ajuste anterior) e a do DI para janeiro de 2023 foi a 4,13% (4,09% no ajuste anterior).

Já a taxa do DI para janeiro de 2025 subiu a 5,61% (5,58% no ajuste anterior) e a do DI para janeiro de 2027 fechou estável a 6,42% (6,42% no ajuste anterior).

Durante boa parte da sessão, o ânimo dos investidores foi sustentando pela divulgação de novos detalhes sobre o primeiro estudo em humanos da vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida pela empresa americana Moderna. Os resultados mostraram que a vacina induziu a resposta imune desejada para todas as 45 pessoas avaliadas. Os pesquisadores disseram que o estudo reforçou sua decisão de efetuar um grande ensaio clínico decisivo, marcado para começar no fim de julho.

Vale dizer, contudo, que o cenário ainda traz uma série de riscos como o aumento de casos da covid-19 em algumas partes dos Estados Unidos. As infecções e mortes pela doença continuaram a subir nos EUA nesta semana, com vários Estados atingindo recordes de casos e óbitos. A Flórida relatou 132 mortes, a maior contagem em um único dia desde o início da pandemia.

Por aqui, o novo coronavírus ainda está se espalhando rapidamente. É provável que isso diminua ainda mais a atividade econômica, e o Banco Central provavelmente baixará a taxa básica de juros pela última vez em agosto, de 2,25% para 2%, avalia analista de câmbio e emergentes no Commerzbank, You-Na Park-Heger.

O ritmo de recuperação da economia depende, em grande parte, da ajuda do governo. No entanto, como o governo brasileiro tem pouco espaço de manobra devido ao seu alto déficit fiscal, consequências de longo prazo, como insolvências e desemprego, provavelmente reduzirão a recuperação econômica.

“A política monetária também possui espaço limitado de manobra, já que a taxa básica de juros atualmente é de apenas 2,25%. Em teoria, o Banco Central poderia reduzir ainda mais a taxa básica na direção do zero. Mas o obstáculo para isso é alto. O próprio Banco Central enfatizou, repetidamente no passado, que as reformas da política fiscal são importantes para as baixas taxas de juros. No entanto, devido à crise do coronavírus, esse processo está sendo adiado, o que reduz o alcance de taxas significativamente mais baixas”, explica.